Carga de energia no Sistema Interligado Nacional sobe em março, mas recua no Sudeste

quarta-feira, 8 de abril de 2015 13:22 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A carga de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) subiu em março 1,2 por cento ante o mesmo mês do ano passado, apesar de recuo na mesma proporção na região Sudeste/Centro-Oeste, informou nesta quarta-feira o Operador Nacional do Sistema elétrico (ONS), citando baixo desempenho da indústria como um dos fatores para o comportamento.

Na comparação com fevereiro, mês mais curto e ainda marcado pelo feriado do Carnaval, o consumo de carga do mês passado caiu 1,3 por cento.

"O comportamento da carga do SIN reflete sobretudo o baixo desempenho da indústria, bem como a redução que vem sendo observada no nível de atividade do setor de comércio e serviços", disse o ONS.

O ONS informou ainda que na segunda-feira houve recorde de demanda de energia no Nordeste no início da tarde, superando o recorde anterior de 19 de janeiro, quando houve um apagão orquestrado pelo ONS em pelo menos 10 Estados do país.

Segundo o operador, o recorde de demanda instantânea de energia no Nordeste, de 12.186 megawatts, ocorreu às 14h24, devido principalmente "às altas temperaturas verificadas em Recife (32°C), Salvador (34°C) e Fortaleza (32°C)".

No final de março, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) reduziu sua projeção de crescimento no consumo de energia no Brasil este ano para queda de 0,5 por cento ante expectativa do início do ano de alta de 3,2 por cento.

Em termos ajustados para excluir fatores não econômicos sobre a carga, como variações de temperatura não esperadas e o calendário, a carga de energia no SIN no mês passado teve oscilação positiva de 0,1 por cento ante março de 2014, com o subsistema Sudeste/Centro-Oeste recuando 1,9 por cento.

No Nordeste, houve crescimento de 6,1 por cento na carga no mês passado sobre um ano antes, de acordo com os dados sem ajustes, e de 1,3 por cento na comparação com fevereiro. Incluindo os ajustes, a carga no Nordeste cresceu 5,3 por cento em março sobre o mesmo período de 2014, afirmou o ONS.

(Por Alberto Alerigi Jr.)