BC britânico mantém juros enquanto aguarda sinais de inflação

quinta-feira, 9 de abril de 2015 08:33 BRT
 

Por William Schomberg

LONDRES (Reuters) - O banco central britânico deixou inalterada a taxa de juros em mínima recorde nesta quinta-feira, com autoridades aguardando para ver se a desaceleração da inflação terá vida curta ou se passará a ser uma ameaça maior à economia britânica.

Na última decisão sobre a taxa de juros antes das eleições nacionais em 7 de maio, o banco central britânico deixou sua taxa referencia de empréstimos em 0,5 por cento, patamar em que está desde o auge da crise financeira global em 2009.

A Grã-Bretanha teve o crescimento mais rápido entre as principais economias avançadas no ano passado e a expectativa é de que avance até 3 por cento neste ano, apesar de um início possivelmente mais fraco em 2015. O crescimento dos salários também está começando a acelerar.

Ao mesmo tempo, a inflação teve forte recuo pressionada pela queda nos preços globais do petróleo. A inflação chegou a tocar em zero em fevereiro, aliviando a pressão sobre o banco central britânico para que comece a tirar a economia de seus custos ultrabaixos de empréstimos.

Todas as autoridades do Banco da Inglaterra têm votado a favor de manter os juros desde o início do ano devido à queda na inflação.

No entanto, o economista-chefe do banco central, Andy Haldane, surpreendeu investidores no mês passado dizendo que um corte nos juros é tão provável quanto uma elevação já que a inflação pode não subir como previsto durante os próximos meses.

O Banco da Inglaterra estimou em fevereiro que a inflação tocará sua meta de 2 por cento num prazo de dois anos.

A visão de Haldane tem sido contestada por outras autoridades do banco central. O presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, e outras autoridades votantes têm dito que esperam que a próxima alteração na taxa de juros será uma alta.   Continuação...