April 9, 2015 / 1:32 PM / 2 years ago

Grécia apela por dinheiro e diz que está quase sem recursos, mas UE demanda reformas

4 Min, DE LEITURA

BRUXELAS (Reuters) - A Grécia fez um novo apelo por dinheiro aos países da zona do zona euro para evitar a falência, mas ouviu que terá de apresentar uma lista melhorada de reformas econômicas no prazo de seis dias úteis aos ministros das Finanças, para pavimentar o caminho de mais empréstimos, disseram altos funcionários da União Europeia nesta quinta-feira.

A Grécia fez o apelo por liquidez em uma reunião de vice-ministros das Finanças em Bruxelas na quarta-feira à noite, mas lhe disseram que primeiro terá de avançar na empacada lista de medidas para tornar as finanças públicas gregas sustentáveis.

"Do lado grego houve uma indicação forte de que a liquidez está ficando muito ruim e um apelo para liberar algum tipo de apoio à liquidez antes da reunião dos ministros das Finanças da zona do euro em 24 de abril", disse um assessor da zona euro.

"Mas ninguém sabe como isso poderia ser feito. Não há disponibilidade para dar apoio antes que haja algum progresso em termos do programa de reformas", afirmou um alto funcionário.

Na semana passada a Grécia disse no mesmo fórum que teria dificuldades para pagar uma parcela devida ao FMI que vence nesta quinta-feira e cobrir suas despesas com salários e pensões. Posteriormente afirmou, porém, que iria efetuar em dia esse pagamento ao FMI.

As autoridades disseram que especialistas da zona do euro não estavam convencidos de que a posição de liquidez seja tão terrível como retratada pelo governo grego, e alguns suspeitam de que isso seja uma tentativa de assustar os credores para que liberem recursos.

Os credores da Grécia estão determinados a usar a sua influência para que haja um avanço nas reformas adiadas há tempos pelo governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras, de esquerda, que resiste a implementá-las alegando razões sociais.

"O humor estava melhor do que da última vez, mas a essência estava sombria como sempre", disse outro funcionário da zona euro nas negociações de quarta-feira.

Houve uma leve melhoria na cooperação técnica entre a Grécia e os credores, mas pouco progresso sobre o conteúdo das reformas.

"Ainda faltam detalhes sobre medidas específicas, em particular quanto aos termos da sua implicação fiscal. O tempo está ficando muito curto e as decisões têm de ser tomadas em 24 de abril, data da próxima reunião do Eurogrupo, em Riga", disse ele.

Assim que a Grécia chegar a um acordo sobre um conjunto de medidas com seus credores, os governos da zona do euro e o FMI --e aprovar leis no Parlamento para implementá-las-- pode obter 7,2 bilhões de euros que ainda precisam ser desembolsados, como parte de seu plano de resgate internacional de 240 bilhões de euros.

No entanto, depois de dez semanas de governo, Tsipras tem sido incapaz de concordar com os credores, principalmente porque muitas das medidas contrariam suas promessas de eleição de pôr fim à austeridade e recusar medidas "recessivas".

Por causa disso, a Grécia não recebeu nenhum novo financiamento da zona do euro ou do FMI. Como o país permanece afastado dos mercados e o Banco Central Europeu tem racionado fundos de emergência para os seus bancos, o governo grego diz que está ficando rapidamente sem dinheiro.

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