Barbosa diz que margem para negociar medidas trabalhistas e previdenciárias é pequena

quinta-feira, 9 de abril de 2015 13:48 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O governo aceita fazer um acordo no Congresso para garantir a aprovação das medidas provisórias que alteram regras de acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários, mas a margem para essa negociação é pequena, disse o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, nesta quinta-feira.

"Estamos dispostos a negociar alguns pontos, mas queremos manter a estrutura geral das medidas", disse a jornalistas, acrescentando que o governo está disposto a discutir uma modulação em relação às medidas originais.

"As propostas que fizemos estão no grau correto para a atual realidade da economia brasileira. A margem (de negociação) é pequena."

Barbosa participou nesta quinta-feira de audiência pública no Senado Federal que analisou as medidas provisórias 664 e 665 que modificam regras de acessos a benefícios trabalhistas e previdenciários.

No formato em que foram idealizadas, as mudanças nos benefícios gerariam economia de 18 bilhões de reais este ano, mas após negociação por mudanças, o impacto das MPs deve menor.

"O número (novo impacto das medidas) vai ser definido ao longo da negociação. É possível preservar a direção das medidas adequando a intensidade à preocupação dos parlamentares, mas o espaço é pequeno", disse.

A redução do impacto das duas MPs no ajuste fiscal deste ano vai influenciar no tamanho do contingenciamento de gasto público que o governo anunciará nos próximos dias.

Barbosa informou que o Orçamento da União será publicado no dia 22 e que a partir disso o governo terá 30 dias corridos para apresentar o corte de gasto deste ano.

Ele disse, no entanto, que o anúncio do contigenciamento será feito logo, antes do esgotamento do prazo legal permitido.   Continuação...