Petrobras sustenta nova máxima do Ibovespa, após dia volátil com Fitch e bancos

quinta-feira, 9 de abril de 2015 17:29 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou no azul, após sessão volátil, marcada pela disparada das ações da Petrobras em meio à cobertura de posições vendidas e forte queda dos papéis de bancos por apreensão acerca de tributação no setor.

A revisão da perspectiva do rating do Brasil por uma agência de classificação de risco corroborou a instabilidade no pregão.

O Ibovespa encerrou com alta de apenas 0,26 por cento, mas suficiente para renovar a máxima desde 28 de novembro ao marcar 53.802 pontos. Ao longo do dia, subiu 0,64 por cento na máxima e caiu 0,69 por cento na mínima. O volume financeiro somou 6,7 bilhões de reais.

As ações da Petrobras dispararam mais de 9 por cento, com operadores atrelando o movimento principalmente à cobertura de posições vendidas (short squeeze) diante da chance de o balanço auditado da empresa sair em cerca de 10 dias.

Nem o comunicado da estatal de que "não há data definida para a divulgação" dos dados freou o avanço. As preferenciais fecharam em alta de 9,06 por cento e Petrobras ON subiu 9,28 por cento, nas maiores altas dos papéis desde 3 de fevereiro.

O salto nos papéis da estatal foi ofuscado pelo declínio dos bancos após a revista Exame dizer que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) teria sido avisada informalmente que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, quer elevar a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras.

De acordo com o texto da revista, a alíquota seria elevada de 15 para 17 por cento.

As preferenciais do Itaú Unibanco e Bradesco BBDC4.SA, que respondem por quase 20 por cento do Ibovespa, caíram 2 e 1,79 por cento, respectivamente. Banco do Brasil cedeu 3,66 por cento e Santander Brasil perdeu 2,42 por cento.   Continuação...