Santos deixa de exportar 400 mil t de soja e farelo por impacto de incêndio, diz Abiove

quinta-feira, 9 de abril de 2015 19:25 BRT
 

Por Josephine Mason, Caroline Stauffer e Roberto Samora

SÃO PAULO, 9 Abr (Reuters) - O porto de Santos deixou de exportar nos últimos dias 400 mil toneladas de soja e farelo de soja devido a restrições à entrada de caminhões pela margem direita, em função do incêndio em tanques de combustíveis nas proximidades da área portuária, que ocorre há uma semana.

A avaliação foi feita nesta quinta-feira por dirigentes da Abiove, a associação que representa as indústrias de soja no país, indicando que a redução nos embarques do principal produto da pauta de exportação do Brasil deve ter impacto na balança comercial em abril.

As restrições para levar soja até os terminais portuários ocorrem no momento do pico de escoamento de uma safra recorde do Brasil.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, o maior porto do país e o mais importante para embarques de soja deveria exportar cerca de 3 milhões de toneladas em abril, cerca de um quinto do volume anual de embarques do complexo soja.

"A performance do porto de Santos está prejudicada", disse o presidente da Abiove, Carlo Lovatelli, em entrevista à Reuters.

A soja está sendo levada para a margem direita somente em comboios de caminhões durante a noite, com o objetivo de minimizar perdas, de forma excepcional. Com o sistema, 2.320 veículos pesados passaram pelo local nos últimos dias, segundo o governo de Santos.

Diante das restrições, a Abiove pediu autorização à Prefeitura de Santos para que a multinacional norte-americana ADM tenha autorização para receber caminhões durante o dia, em função das maiores dificuldade da companhia, pelo fato de seu terminal estar no final do porto.   Continuação...