Safra de cana do centro-sul em 2015/16 deve subir a 593 mi t, diz Conab

segunda-feira, 13 de abril de 2015 10:15 BRT
 

SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - A safra de cana-de-açúcar da região centro-sul do Brasil em 2015/16 deverá subir 3 por cento, com recuperação das produtividades após uma seca na temporada passada, enquanto a produção de açúcar subirá mais que a de etanol, por influência do câmbio, disse nesta segunda-feira o governo brasileiro.

A colheita de cana deverá atingir 592,7 milhões de toneladas na nova temporada, que está começando a ser colhida, ante 575,4 milhões em 2014/15, estimou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em sua primeira projeção para nova temporada.

A área a ser colhida no centro-sul, responsável por 90 por cento da produção brasileira, vai subir 0,5 por cento, enquanto a produtividade deverá crescer 2,5 por cento, apontou a Conab, citando uma recuperação dos canaviais de São Paulo, principal Estado produtor, após o impacto de uma seca na safra passada.

A Conab destacou que foram observadas condições desfavoráveis para o desenvolvimento da cana-de açúcar na maior parte do centro-sul em outubro de 2014 e janeiro de 2015, principalmente, com chuvas abaixo da média e registros de altas temperaturas.

"Apesar disso, as chuvas, na maior parte da região, dentro ou acima da média em novembro, dezembro, fevereiro e março contrabalançaram esse cenário negativo", disse a companhia, em seu relatório.

A produção de açúcar do centro-sul em 2015/16 foi estimada em alta de 5,4 por cento ante a temporada anterior, para 33,72 milhões de toneladas.

Já a produção total de etanol, incluindo hidratado e anidro, deverá subir 1,4 por cento na nova safra do centro-sul, para 26,89 bilhões de litros.

O Ministério da Agricultura explicou que o crescimento mais acentuado na produção de açúcar do Brasil, maior produtor e exportador global, será resultado de uma taxa cambial favorável às vendas externas.

"O câmbio favorece o fechamento de contratos para exportação de açúcar", destacou o diretor do Departamento de Cana-de-açúcar e Agroenergia do ministério, Cid Caldas.   Continuação...