Dólar sobe a R$3,12 após dados fracos sobre exportações da China

segunda-feira, 13 de abril de 2015 17:35 BRT
 

Por Flavia Bohone

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta superior a 1,7 por cento ante o real nesta segunda-feira, após dados mostrarem queda surpreendente das exportações da China, que aumentaram as preocupações com o ritmo de crescimento da segunda maior economia do mundo.

A moeda norte-americana subiu 1,74 por cento, a 3,1245 reais na venda, anulando grande parte da queda acumulada na semana passada, de 1,86 por cento.

Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro ficou em torno de 1,2 bilhão de dólares.

As exportações da China caíram 15 por cento em março, a maior queda em cerca de um ano, ante estimativas de alta de 12 por cento.

"As exportações da China tiveram uma queda inesperada em março, e isso está afetando moedas ligadas a commodities e o real está indo na esteira do movimento", disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, acrescentando que a ausência de indicadores relevantes no Brasil e nos Estados Unidos nesta sessão fez com que os investidores ficassem mais atentos ao dado chinês.

O mercado segue avaliando os desenvolvimentos das negociações entre governo brasileiro e Congresso sobre as medidas de ajuste fiscal e as sinalizações de recuperação da economia dos Estados Unidos, que podem levar o Federal Reserve, banco central do país, a definir o momento de mudança na taxa de juros.

"A tendência do dólar ainda é para cima. O movimento de revalorização do real ante o dólar não me parece muito consistente", disse o economista-chefe da INVX Global Asset Management, Eduardo Velho, acrescentando que um forte contingenciamento dos gastos públicos poderia trazer um alívio à cotação, porém temporário.

Nesta manhã, o BC brasileiro vendeu a oferta integral de até 10,6 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 4 de maio, equivalentes a 10,115 bilhões de dólares. Até o momento, a autoridade monetária já rolou cerca de 40 por cento do lote total.

 
15/04/2015. REUTERS/Gary Cameron