Receita com exportação de carne em 2015 ainda será recorde no ano, diz Abiec

segunda-feira, 13 de abril de 2015 19:14 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A receita obtida com as exportações de carne bovina do Brasil deverá ser recorde em 2015, afirmou nesta segunda-feira o presidente da associação do setor, mantendo expectativa do início do ano, apesar de um recuo de mais de 17 por cento no faturamento com as vendas externas do produto no primeiro trimestre.

Já a manutenção da previsão de embarques recordes do produto no ano, em volumes, ainda dependerá da confirmação de uma recuperação nas exportações registradas recentemente pelo Brasil, o maior exportador global de carne bovina, segundo o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli.

Os resultados dos primeiros dez dias de abril são animadores, com média diária dos embarques no nível do registrado no mesmo mês do ano passado, após uma queda acentuada no primeiro trimestre.

"Continuamos otimistas em dizer que vamos bater o recorde de 2014", disse Camardelli à Reuters, observando que países como África do sul e Iraque já reabriram seus mercados e a Arábia Saudita deverá fazer o mesmo em breve --tais destinos não importaram no ano passado.

As exportações brasileiras de carne bovina atingiram o faturamento recorde de 7,2 bilhões de dólares em 2014, com crescimento de 7,7 por cento ante 2013, diante de bons preços do produto e com aumento dos volumes de 3,3 por cento, para 1,56 milhão de toneladas.

Em termos de volume, no entanto, a marca de 2014 ainda ficou abaixo do recorde histórico de 1,62 milhão de toneladas, obtido em 2007.

Camardelli afirmou também que espera a reabertura do mercado chinês ainda no primeiro semestre, após a visita da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, à China, o que garantiria volumes extras exportados pelo Brasil em 2015.

Ele citou ainda uma expectativa de abertura do mercado norte-americano, que já compra a carne industrializada do país, para a carne in natura brasileira.

O dirigente da Abiec lembrou que as exportações de carne bovina do Brasil foram prejudicadas, especialmente no primeiro bimestre, por uma demora para a liberação de licenças por parte da Rússia --grande importador do produto do Brasil-- em relação ao que aconteceu no período anterior, sem falar dos problemas econômicos dos russos, afetados pela queda do preço do petróleo.   Continuação...