FMI vê perspectiva econômica global sólida mesmo sem desempenhos uniformes

terça-feira, 14 de abril de 2015 13:50 BRT
 

Por Anna Yukhananov

WASHINGTON (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou uma crescente divergência nas trajetórias de crescimento das principais economias mundiais neste ano, com retomadas na zona euro e na Índia devendo ser ofuscadas por perspectivas reduzidas em outros importantes mercados emergentes.

O FMI manteve nesta terça-feira suas projeções de crescimento global, mas alertou que a recuperação econômica continua "moderada e desigual", cercada por mais incertezas e uma série de riscos, incluindo tensões geopolíticas e volatilidade financeira.

Em seu relatório "Perspectiva Econômica Global", o FMI manteve sua projeção para o crescimento global neste ano em 3,5 por cento. Para 2016, o FMI agora espera que o Produto Interno Bruto (PIB) mundial tenha expansão de 3,8 por cento, ante a previsão de 3,7 por cento em janeiro.

No entanto, os números principais escondem uma diferença crescente entre as principais economias, em parte devido aos impactos variados de flutuações cambiais e preços mais baixos do petróleo.

Eles também refletem a crescente preocupação do FMI sobre importantes países em desenvolvimento, incluindo Rússia, Brasil e África do Sul, e temores de uma desaceleração mais forte no crescimento da China, conforme a segunda maior economia do mundo se reorganiza afastando-se da expansão liderada por investimentos para uma movida por consumo.

As projeções atualizadas do FMI serão o pano de fundo da reunião das principais autoridades econômicas mundiais em Washington no fim desta semana. Em comparação à última reunião há seis meses, as perspectivas econômicas dos Estados Unidos parecem menos favoráveis, enquanto a Euopa finalmente mostra sinais de estar virando a página.

O FMI elevou as expectativas de crescimento para todas as principais economias da zona do euro --especialmente a Espanha-- e para o Japão, uma vez que ambas as regiões importadoras de petróleo se beneficiaram do preço menor da commodity e da depreciação de suas moedas.

A instituição, no entanto, cortou sua previsão para os EUA, já que a apreciação de 10 por cento no dólar durante os últimos seis meses tem pressionado as exportações líquidas.   Continuação...

 
Logotipo do FMI na sede do fundo, em Washington.   18/04/2013  REUTERS/Yuri Gripas