Índice de atividade econômica do BC sobe em fevereiro, mas analistas veem queda no tri

quarta-feira, 15 de abril de 2015 11:05 BRT
 

Por Camila Moreira e Marcela Ayres

BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - A atividade econômica brasileira avançou 0,36 por cento em fevereiro sobre o mês anterior, segundo índice do Banco Central divulgado nesta quarta-feira, em resultado melhor que o esperado, mas que não indica um horizonte melhor para o crescimento do país daqui para frente, na visão de economistas.

O número de fevereiro do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do BC --considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB)-- representou a alta mais forte do indicador desde julho do ano passado, na sequência de um recuo de 0,11 por cento registrado em janeiro na comparação mensal, com dados dessazonalizados.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 0,20 por cento para o IBC-Br em fevereiro, de acordo com a mediana das projeções de analistas consultados pela Reuters.

Apesar do índice ter vindo acima das expectativas, analistas apontaram que as projeções para o desempenho da economia no primeiro trimestre do ano continuam sendo de queda.

Segundo o economista da Tendências Rafael Bacciotti, o resultado da atividade econômica medida pelo BC em fevereiro pode ter embutido alguma questão de ajuste sazonal.

"Essa alta na margem de fato não reverte uma tendência de enfraquecimento, refletindo tanto a própria dinâmica de produção, que continua numa tendência de queda, quanto a própria dinâmica do varejo", disse.

Um economista-chefe que pediu para não ser identificado disse à Reuters que o resultado "foi ponto melhor que o esperado de um indicador que o mercado não consegue aproximar tão bem assim", sem força para mudar um cenário que segue apontando para queda da atividade econômica no primeiro trimestre.

No ano o IBC-Br acumula queda de 1,10 por cento. Na comparação com fevereiro de 2014, o índice caiu 0,86 por cento, e em 12 meses recuou 0,60 por cento.   Continuação...

 
Sede do Banco Central, em Brasília.   15/01/2014   REUTERS/Ueslei Marcelino