Otimista com crescimento global, G20 revela preocupação com Grécia

sexta-feira, 17 de abril de 2015 15:59 BRT
 

Por Jan Strupczewski e Randall Palmer

WASHINGTON (Reuters) - O grupo das 20 maiores economias do mundo usou um tom otimista ao falar das perspectivas para o crescimento global nesta sexta-feira, ainda que as autoridades tenham revelado o temor de que a incapacidade da Grécia para obter um acordo com seus

credores possa abalar a economia ainda claudicante da Europa.

Em comunicado após dois dias de reunião, os ministros das finanças do G20 e os presidentes dos bancos centrais saudaram os sinais positivos nas economias ricas, mas lamentaram a fraqueza em alguns países emergentes.

“Os riscos para a economia global estão mais equilibrados desde que nos reunimos pela última vez”, afirmaram as autoridades. "Perspectivas de curto prazo em economias avançadas, destacadamente a zona do euro e o Japão, melhoraram recentemente, enquanto os Estados Unidos e o Reino Unido continuam a registrar crescimento sólido, o que pode sustentar uma recuperação global mais forte."

Ainda assim, o grupo de nações de mercados desenvolvidos e emergentes, que representa cerca de 80 por cento da produção econômica mundial, alertou para as ameaças. “Há desafios mais importantes, incluindo volatilidade em taxas de câmbio e inflação baixa prolongada, desequilíbrios internos e externos, alta dívida pública e tensões geopolíticas", apontou o comunicado.

Embora a Grécia não tenha sido nomeada no comunicado, ficou claro que Atenas estava nas mentes das grandes autoridades de Washington presentes à cúpula do G20, como nas reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

“O clima é notavelmente mais sombrio do que no último encontro internacional”, opinou o ministro das Finanças britânico, George Osborne, aos repórteres, acrescentando que as discussões sobre a Grécia “se infiltraram” em todas as conversas.

“Está claro para mim agora que um passo em falso ou um cálculo ruim de qualquer lado poderia facilmente levar as economias europeias de volta ao tipo de situação perigosa que vimos três ou quatro anos atrás”.   Continuação...

 
Autoridades posam para foto durante reuniões em Washington.   REUTERS/Gary Cameron