Economistas voltam a piorar projeção para inflação e PIB em 2015

segunda-feira, 20 de abril de 2015 09:28 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - Economistas de instituições financeiras voltaram a elevar a perspectiva para a inflação neste ano ao mesmo tempo em que pioraram o cenário sobre a atividade econômica, deixando inalterada a projeção para a Selic ao final do ano.

Segundo a Pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, os especialistas veem agora o IPCA ao final de 2015 em 8,23 por cento, ante 8,13 por cento no levantamento anterior.

Já a estimativa de avanço dos preços administrados neste ano, que exercem pressão importante sobre a inflação, se manteve em 13 por cento.

Em abril, o IPCA-15, prévia da inflação oficial, desacelerou a 1,07 por cento, mas ainda assim registrou o maior nível em 12 anos para o mês. No acumulado em 12 meses, o índice teve o pior resultado desde janeiro de 2004, subindo 8,22 por cento.

Já para o dólar, outro fator de preocupação no tocante à inflação, a estimativa para o final de 2015 caiu a 3,21 reais, na comparação com 3,25 reais da semana anterior.

Para o final de 2016, o Focus mostra que a perspectiva para o IPCA foi mantida em 5,60 por cento, com o dólar ao final do ano também não sofrendo alteração, a 3,30 reais. Já para os preços administrados, os economistas elevaram a projeção de alta em 2016 a 5,60 por cento, ante 5,50 por cento anteriormente.

Em relação à atividade econômica, os especialistas veem agora contração de 1,03 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015. Na semana passada, a estimativa era de recuo de 1,01 por cento.

De acordo com o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do BC, a atividade econômica brasileira avançou 0,36 por cento em fevereiro sobre o mês anterior, um resultado melhor que o esperado mas que não indica um horizonte melhor para o crescimento do país daqui para frente na visão de economistas.

Para 2016, eles seguem enxergando expansão 1,00 por cento no PIB, repetindo percentual da semana anterior.   Continuação...

 
Sede do Banco Central, em Brasília. 15/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino