Resultados corporativos pesam no Dow Jones, mas Nasdaq se aproxima de recorde de alta

terça-feira, 21 de abril de 2015 18:39 BRT
 

NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices das bolsas norte-americanas fecharam sem tendência comum nesta terça-feira, com o Dow recuando após resultados trimestrais pouco animadores, enquanto o Nasdaq fechou perto do recorde de alta após uma proposta de fusão na área de biotecnologia.

O índice Dow Jones caiu 0,47 por cento, a 17.949 pontos. O S&P 500 perdeu 0,15 por cento, a 2.097 pontos. O Nasdaq Composite subiu 0,39 por cento e fechou a 5.014 pontos, menos de 35 pontos de seu pico histórico, alcançado em março de 2000.

Travelers, DuPont e IBM pesaram no Dow Jones. A DuPont divulgou vendas mais baixas em todos os seus negócios e disse que um dólar forte vai pressionar seu lucro neste ano. A IBM também mencionou os efeitos do câmbio ao divulgar queda na receita na noite de segunda-feira.

A temporada de balanços corporativos do trimestre encerrado em março está em pleno andamento, com quase 73 por cento das componentes do S&P 500 que divulgaram seus resultados até agora superando as expectativas de lucro, mas apenas 42,2 por cento superando expectativas de receita.

Os investidores se esforçam para avaliar o quanto o dólar forte prejudica as multinacionais norte-americanas, incluindo empresas de tecnologia como Facebook, Google, Qualcomm, Microsoft que vendem muitos de seus produtos e serviços no exterior e divulgam seus resultados nesta semana.

"Há vários itens díspares influenciando os resultados. Estamos perto de um pico? Será que estamos propensos a fica restáveis ou poderia haver alguma queda?", disse Mark Foster, diretor de investimentos da Kirr Marbach, em Columbus, Indiana.

O dólar subiu quase 9 por cento desde o início do ano contra uma cesta das principais moedas, pressionando as empresas com grandes operações no exterior.

A farmacêutica Mylan subiu 8,85 por cento, a 74,07 dólares a ação, após a concorrente israelense Teva fazer uma oferta não solicitada de 82 dólares por ação, no que poderia ser a maior aquisição da indústria farmacêutica neste ano. A ação da Teva subiu 1,37 por cento.

(Reportagem de Noel Randewich)