País tem 11 bloqueios de caminhoneiros em rodovias federais, menos do que na 5ª-feira

sexta-feira, 24 de abril de 2015 10:48 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - As rodovias federais brasileiras tinham nesta manhã 11 interdições causadas por protestos de caminhoneiros, com bloqueios parciais, um número menor do que o registrado na noite e na manhã de quinta-feira.

Segundo o último boletim da noite passada, havia 17 interdições ativas, enquanto ao final da manhã de quinta-feira a polícia havia registrado 14 interdições.

As manifestações ocorrem principalmente nos Estados com maior produção agrícola do Brasil, como Mato Grosso --com sete interdições nesta manhã--, Rio Grande do Sul (uma), Paraná (uma) e Mato Grosso do Sul (uma interdição). O Ceará também tinha um bloqueio nesta manhã, segundo a polícia.

Os bloqueios das estradas ameaçam atrasar o fluxo de produtos para as indústrias e principalmente para exportação, num momento em que a soja, principal produto do agronegócio nacional, está sendo escoada para os portos, após uma colheita recorde.

A comercialização de soja também é prejudicada pelos protestos, disseram representantes dos produtores na quinta-feira, uma vez que os compradores temem fazer negócios diante das incertezas.

Os protestos voltaram a ocorrer nas rodovias na quinta-feira, após o governo não chegar a acordo com os manifestantes sobre a implementação de uma tabela impositiva do preço do frete, considerada por empresários contratantes de transporte como inconstitucional, por ferir a livre concorrência.

No entanto, os protestos ocorrem agora em menor intensidade do que em fevereiro e início de março, quando a polícia registrou mais de cem bloqueios.

Desde março, o governo atendeu uma série de outras reinvindicações dos caminhoneiros, o que pode explicar a menor adesão ao movimento em abril.

Entre as medidas, o governo cita sanção integral, sem vetos, da Lei dos Caminhoneiros; isenção de pagamento de pedágio para o eixo suspenso de caminhões vazios; perdão das multas por excesso de peso expedidas nos últimos dois anos; e responsabilização do embarcador pelos prejuízos decorrentes do excesso de peso e transbordo da carga em excesso, entre outras.   Continuação...

 
Protesto de caminhoneiros na BR 381, em fevereiro.  24/02/2015   REUTERS/Washington Alves