Inadimplência fica estável em março, mas estoque de crédito sobe 1,2%

sexta-feira, 24 de abril de 2015 11:23 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A inadimplência no mercado de crédito brasileiro permaneceu no mesmo patamar pelo terceiro mês seguido em março, apesar de um aumento de 1,2 por cento do estoque total de crédito no país ante fevereiro, conforme dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira.

O saldo total de crédito no sistema financeiro alcançou 3,060 trilhões de reais no mês passado, o equivalente a 54,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Em fevereiro, o percentual havia sido de 54,4 por cento do PIB, em patamar revisado pelo BC.

Segundo a autoridade monetária, a evolução mensal refletiu a recuperação sazonal da demanda de crédito pelas empresas, em um mês que contou também com mais dias úteis.

Em outra frente, a inadimplência geral não sofreu alteração sobre fevereiro, permanecendo em 2,8 por cento em março, também o mesmo patamar visto em janeiro. No segmento de recursos livres apenas, em que os empréstimos têm taxas de juros livremente definidas pelas instituições financeiras, a inadimplência também não muda desde o início do ano, ficando em 4,4 por cento.

Já no segmento de recursos direcionados, em que as operações contam com taxas ou recursos definidos por normas do governo, a inadimplência caiu a 1,1 por cento no último mês, contra patamar de 1,2 por cento em fevereiro e 1,1 por cento em janeiro.

Em meio ao ciclo de aperto monetário promovido pelo Banco Central, a taxa de juros média aplicada nas operações com recursos livres subiu a 40,9 por cento ao ano em março, ante 40,6 por cento em fevereiro.

Apesar disso, o spread bancário neste segmento mostrou ligeira queda a 28,2 pontos percentuais, contra 28,3 pontos percentuais em fevereiro.

No início de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic em 0,5 ponto percentual, a 12,75 por cento ao ano, com economistas apontando em pesquisa Focus do BC expectativa de novo aperto da mesma ordem na próxima reunião, que será realizada na semana que vem.

(Por Marcela Ayres)

 
Sede do Banco Central, em Brasília.    15/01/2014   REUTERS/Ueslei Marcelino