Fibria diz estar implementando aumento de preços "sem dificuldades"

sexta-feira, 24 de abril de 2015 14:48 BRT
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - A produtora de celulose Fibria afirmou que está implementando "sem dificuldades" os aumentos de preços do insumo anunciados para o início deste mês diante da boa demanda atual, e não descartou um novo aumento em breve caso o cenário se mantenha aquecido.

"Vamos focar nos aumentos anunciados para abril e monitorar a demanda, que está sendo muito boa, para ver se ela se confirma - não tem por que não se confirmar - e ver que postura adotar nos próximos meses", disse o diretor comercial da Fibria, Henri Philippe van Keer, em teleconferência com jornalistas para comentar os resultados do primeiro trimestre.

Segundo o presidente da Fibria, Marcelo Castelli, o que vem surpreendendo não é tanto a demanda da Ásia, mas a da Europa. Para van Keer, a demanda positiva também foi confirmada por produtores de papel tipo tissue nos Estados Unidos.

Dados da Conselho de Produtos de Celulose e Papel (PPPC, na sigla em inglês) mostraram que as vendas globais de celulose de fibra curta, comercializada pela Fibria, subiram quase 19 por cento em março, alta de 320 mil toneladas.

Desta maneira, a companhia disse que as expectativas de queda dos preços do insumo no segundo semestre podem ser frustradas, apesar da entrada de nova capacidade de produção no mercado, proveniente do projeto Guaíba da CMPC.

A companhia disse não estar sentindo no momento nenhum impacto negativo da entrada de nova capacidade produtiva no mercado nos preços e na demanda. Mas, questionado se a Fibria pretende realizar um novo aumento de preços em maio, seguindo a concorrência, van Keer afirmou que ainda quer se dar "um tempo de reflexão" e consolidar o aumento válido a partir de abril.

"Se anunciarmos (um novo aumento), seria um aumento global", disse o executivo.

O volume total de vendas da Fibria no primeiro trimestre subiu 3 por cento ante igual período do ano passado, enquanto sua receita líquida avançou 22 por cento na base anual, a 1,997 bilhão de reais, ajudada pela elevação do preço da celulose em reais.   Continuação...