Financiamento de custeio do Plano Safra 15/16 não sofrerá corte, diz ministra

segunda-feira, 27 de abril de 2015 19:53 BRT
 

Por Gustavo Bonato

RIBEIRÃO PRETO (Reuters) - O Plano Safra 2015/16 não deverá sofrer cortes nos volumes de financiamentos ofertados para custeio agrícola, enquanto os juros médios deverão subir, indicou nesta segunda-feira a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, durante a Agrishow, a maior feira de negócios de máquinas agrícolas do Brasil.

O Plano Safra 2014/15 teve recursos para financiamentos de mais de 156 bilhões de reais, com taxa de juros média de 6,5 por cento ao ano.

"Custeio agrícola não deverá ter nenhuma redução", afirmou Kátia Abreu, em entrevista a jornalistas, ao ser questionada especificamente sobre os recursos para financiamento do Plano Safra.

Os financiamentos para custeio e comercialização representaram a maior parte do volume de recursos no plano anterior, com 112 bilhões de reais, enquanto 44,1 bilhões de reais foram anunciados para programas de investimento.

Com relação aos juros subsidiados pelo governo no novo plano, a ministra apontou uma alta ante o programa anterior, num momento em que a taxa básica de juros (Selic) e a inflação estão em níveis elevados.

"Em relação aos juros, sim. Porque estamos vivendo no mesmo país, e não somos diferentes dos outros segmentos. Se no ano passado tivemos juro neutro, este ano teremos também um juro proximamente de neutro", acrescentou a ministra, após a abertura da Agrishow.

Ela reafirmou que o novo plano safra será anunciado em 19 de maio, mas não deu detalhes sobre os valores de financiamentos ou juros.

Produtores e representantes do agronegócio já trabalham com a possibilidade de juros mais altos, diante do novo cenário econômico.   Continuação...

 
Produtores escutam a explicação técnica sobre uma máquina de colheita durante a feira Agrishow, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, nesta segunda-feira. 27/04/2015 REUTERS/Paulo Whitaker