Arrecadação federal sobe 0,5% em março para R$94,112 bi

segunda-feira, 27 de abril de 2015 16:02 BRT
 

Por Luciana Otoni

BRASÍLIA (Reuters) - A arrecadação das receitas federais subiu para 94,112 bilhões de reais em março, aumento real de 0,48 por cento em relação a igual mês de 2014, mas no acumulado do ano continua negativa em relação ao ano anterior por conta do baixo nível de atividade e elevadas desonerações.

O resultado de março, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal nesta segunda-feira, foi impulsionado principalmente pelo aumento de mais de 120 por cento na arrecadação referente ao ajuste anual do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras, que neste ano foi concentrada no mês de março.

Houve também aumento de 48,6 por cento no recolhimento do Imposto de Renda sobre rendimentos de capital decorrente de pagamento de juros sobre capital próprio e também de rendimentos com operações de swap cambial.

Também apresentaram desempenhos positivos em termos reais o Imposto sobre Importação (18,15 por cento) e IOF (13,99 por cento)

Fora isso, a economia fraca segue afetando o recolhimento de outros impostos e contribuições, com decrescimento real no Imposto de Renda da Pessoa Física (-10,27 por cento), Contribuição Previdenciária (-2,3 por cento), IPI Total (-5,6 por cento), Cofins (-7,0 por cento), PIS/Pasep (-5,58 por cento) e Cide-Combustível (-26,64 por cento).

Com a performance de março, a arrecadação encerrou o primeiro trimestre em 309,376 bilhões de reais, com queda real de 2,03 por cento.

No período, as desonerações tributárias somaram 29,116 bilhões de reais, 22,27 por cento acima do registrado em igual período do ano anterior.

O fraco recolhimento de impostos e contribuições se mantém como um dos principais problemas da equipe econômica mesmo após o retorno da cobrança de alguns tributos que estavam zerados, reforçando o quadro de incertezas sobre o cumprimento do alvo fiscal deste ano.

A meta de superávit primário --economia de gasto para o pagamento de juros da dívida pública-- de 2015 é de 66,3 bilhões de reais, correspondente a 1,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Em 12 meses encerrados em fevereiro, o resultado está negativo em 0,69 por cento do PIB.