Refino ajuda resultados da BP e Total em ambiente de preços baixos do petróleo

terça-feira, 28 de abril de 2015 11:56 BRT
 

Por Ron Bousso e Michel Rose

LONDRES/PARIS (Reuters) - A britânica BP e a francesa Total publicaram resultados acima do esperado nesta terça-feira, graças a grandes lucros na área de refino, mostrando a capacidade de resistência das empresas globais de petróleo diante da queda dos preços da commodity no mercado internacional.

Grandes petroleiras fecharam dezenas de refinarias nos últimos anos, devido ao excesso de capacidade e porque a atividade de refino, ou downstream no jargão do setor, tem sido vista como um empecilho para os ganhos em comparação com a atividade mais rentável de produção de óleo e gás.

Mas a forte queda nos preços do barril permitiu o refino de petróleo por preços muito mais baixos e a geração de lucros mais elevados na produção de combustíveis, como diesel e gasolina.

O petróleo tipo Brent foi negociado a 55 dólares por barril no primeiro trimestre de 2015, quase a metade dos valores registrados no mesmo período do ano passado.

Dessa forma, o lucro operacional antes de impostos da área de downstream da BP no primeiro trimestre de 2015 mais que dobrou, para 2,2 bilhões de dólares. Ao mesmo tempo, o lucro antes de impostos de produção de petróleo e gás, ou upstream no jargão do setor, caiu para 600 milhões de dólares, ante 4,4 bilhões um ano antes.

Na Total, maior empresa de refino da Europa, o lucro operacional líquido ajustado de refino e químicos mais do que triplicou em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para 1,1 bilhão de dólares. O montante quase alcançou o lucro da área de upstream de 1,36 bilhão de dólares, queda de 56 por cento na mesma comparação.

"Grandes petroleiras com alta exposição ao downstream como Shell, Total ou ExxonMobil devem se beneficiar do forte ambiente global de refino, que a BP espera que dure até o segundo trimestre", afirmaram analistas da Edison Investment Research, em um relatório.

As margens de refino no segundo trimestre estão mais fracas até agora e não devem beneficiar as empresas, como resultado de preços do petróleo mais altos, disseram analistas.   Continuação...

 
16/04/2015. REUTERS/Jean-Paul Pelissier