Embraer tem prejuízo no 1º tri por impacto de câmbio em despesa

quinta-feira, 30 de abril de 2015 10:24 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A fabricante de aeronaves Embraer teve prejuízo líquido de 188 milhões de reais no primeiro trimestre, afetada por maior despesa com imposto de renda por conta da variação cambial, informou nesta quinta-feira.

O período também foi caracterizado pela queda de entregas de aviões executivos e uma piora no mix da aviação comercial.

A companhia havia obtido lucro líquido de 262,8 milhões de reais no primeiro trimestre do ano anterior. O resultado negativo deste ano veio por conta do aumento da despesa com imposto de renda, de 350,9 milhões de reais, ante receita de 41,3 milhões de reais no ano anterior.

O crescimento da despesa ocorreu principalmente por conta do efeito da oscilação do dólar, que gerou maior despesa de imposto de renda e contribuição social sobre itens não monetários, disse a Embraer. O prejuízo atribuído aos acionistas somou 196,1 milhões de reais.

O lucro líquido ajustado, excluindo tais efeitos, ficou em 131,1 milhões de reais no primeiro trimestre, 11 por cento inferior ao registrado de janeiro a março do ano anterior.

Por sua vez, receita líquida da companhia avançou 5 por cento, para 3,068 bilhões de reais, favorecida principalmente pela valorização do dólar ante o real e maiores entregas de aviões comerciais.

Foram entregues 20 aeronaves comerciais e 12 executivas no primeiro trimestre, diante de 14 aeronaves comerciais e 20 executivas em igual trimestre do ano anterior.

Enquanto as entregas de aeronaves executivas caíram, no segmento comercial foram entregues 20 jatos E175, de menor porte, e nenhum dos aviões maiores E190 e 195, que dão melhores margens à empresa. No primeiro trimestre de 2014, a empresa havia entregado quatro E190 e um E195.

A participação da aviação comercial no mix de receita líquida por segmento da empresa aumentou passando de 44,7 por cento para 62,8 por cento em 12 meses, ao passo que a aviação executiva recuou para 16 por cento, ante 21,5 por cento. O segmento de defesa e segurança passou a corresponder a fatia de 20 por cento, ante 31,8 por cento.   Continuação...

 
Jato Embraer E-175 do lado de fora da fábrica da empresa em São José dos Campos. 16/10/2014 REUTERS/Roosevelt Cassio