Térmica de R$3,3 bi movida a GNL importado é maior vendedora do leilão A-5

quinta-feira, 30 de abril de 2015 17:15 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Maior vendedora do leilão de energia A-5 realizado nesta quinta-feira, a termelétrica Porto de Sergipe I, de 1,5 mil megawatts (MW), é um projeto do grupo nacional Genpower Energy que vai usar gás natural liquefeito (GNL) importado para operar após investimentos de cerca de 3,3 bilhões de reais.

O projeto terá que entregar energia a partir de janeiro de 2020 e será abastecido por um terminal de regaseificação a ser instalado em Sergipe, numa estragégia semelhante à adotada pelo grupo brasileiro Bolognesi, que saiu entre os vencedores do último leilão A-5 realizado no final do ano passado.

A GenPower se apresenta como "empresa que atua no desenvolvimento em projetos de mineração, portos, construções de hospitais, geração de energia e outros, promovendo parcerias e estruturando negociações para viabilizar acordos comerciais e estruturar negócios".

A empresa porém tem sido citada pela imprensa como vinculada ao doleiro preso pela operação Lava Jato, Alberto Youssef, algo que a companhia nega por meio de comunicado publicado em seu site. A companhia afirma ter como únicos sócios os empresários Marcos Antonio Grecco e Fabio Oliveira Grecco. Representantes não estavam disponíveis para comentar o assunto.

Quando concluída, a usina Porto de Sergipe I será uma das maiores termelétricas do país e será construída em um momento em que grupos privados do país tentam reduzir dependência do fornecimento de gás da Petrobras. Os projetos do grupo Bolognesi, por exemplo, incluem duas térmicas de 1.200 MW cada que serão ligadas a terminais de regaseificação, em investimentos de 6 bilhões de reais.

A térmica de Sergipe vendeu 867 megawatts médios de um total negociado no leilão de 945 MW médios vendidos de empreendimentos termelétricos no certame. A usina é de ciclo combinado, usa a queima do GNL para gerar energia e o gás resultante aquece caldeiras cujo vapor também reforça a geração de eletricidade.

SUCESSO

Para representantes do governo federal, apesar do deságio de menos de 1 por cento no preço médio do leilão, o leilão foi bem sucedido já que teve mais oferta que demanda e mais de 80 por cento da energia vendida é de termelétricas, que ajudam a enfrentar períodos como o atual de níveis baixos de reservatórios de hidrelétricas.   Continuação...