Balança comercial tem saldo positivo pelo 2º mês seguido, por queda nas importações

segunda-feira, 4 de maio de 2015 16:48 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A balança comercial brasileira registrou superávit de 491 milhões de dólares em abril, no segundo resultado positivo consecutivo mensal, impulsionado pela queda nas importações, em especial de combustíveis e lubrificantes.

O resultado veio acima do esperado pelo mercado, com especialistas consultados pela Reuters projetando superávit de 150 milhões de dólares para o mês.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações somaram 15,156 bilhões de dólares em abril, enquanto as importações chegaram a 14,665 bilhões de dólares, pior resultado para o mês desde 2010.

Com isso, o desempenho de abril repetiu a tônica do mês anterior, quando a balança havia registrado superávit de 458 milhões de dólares, afetada pela queda nas importações em ritmo superior ao declínio registrado na ponta das exportações.

Em abril, as importações caíram em todos os segmentos, mas sobretudo na linha de combustíveis e lubrificantes, com recuo de 48,3 por cento em relação a um ano antes. Segundo o Ministério, a retração se deu principalmente pela diminuição nos preços de naftas, óleos combustíveis, gasolina, gás natural, petróleo e carvão.

A importação de matérias-primas e intermediários, por sua vez, sofreu contração de 19,8 por cento em abril ante um ano antes. Bens de consumo caíram 17,9 por cento e bens de capital recuaram 16,4 por cento.

A queda nas importações ocorre em meio ao fraco crescimento econômico do país, num cenário marcado por ajustes fiscais, aperto monetário e inflação em alta. Economistas estimam em pesquisa Focus que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro terá queda de 1,18 por cento em 2015.

"A menor atividade econômica, uma das consequências é redução da demanda por bens importados", afirmou o diretor de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério, Herlon Brandão, também lembrando que no caso do petróleo, o país diminuiu sua necessidade de importação em função de investimentos que aumentaram a produção nacional.

No lado das exportações, o declínio também foi generalizado em abril: básicos caíram 28,9 por cento ante igual mês de 2014, afetados pelo menor envio de produtos como minério de ferro, carne de frango e farelo de soja.   Continuação...