Conversas sobre consolidação de operadoras de telefonia esfriaram, diz fonte do governo

terça-feira, 5 de maio de 2015 17:08 BRT
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - As conversas sobre consolidação no setor de telefonia no Brasil estão paradas e nenhuma empresa da indústria de telecomunicações está priorizando o tema atualmente, disse à Reuters uma fonte do governo federal que acompanha o assunto.

Segundo essa mesma fonte, empresas como TIM Participações, por exemplo, estão mais focadas no crescimento orgânico do que fusões ou aquisições.

"Se houver uma grande oportunidade, acho que nenhuma das empresas desperdiçaria, mas não há projetos de consolidação atualmente", disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato.

Desde meados do ano passado, o mercado vinha trabalhando com várias possibilidades de consolidação do setor, que incluíam a compra da TIM pela Oi, junto com Claro e Vivo; uma fusão entre a TIM e a Oi; e ainda a aquisição da Oi pela TIM.

A Oi anunciou no ano passado que seria "protagonista" no processo de consolidação do setor no Brasil, enquanto a TIM chegou a dizer que analisaria uma eventual fusão com a Oi. Posteriormente, porém, executivos da Telecom Italia, controladora da TIM, descartaram interesse em uma união.

Desde então, o único negócio envolvendo efetiva consolidação ocorreu com a aprovação da compra da operadora GVT pelo grupo Telefónica em março pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Segundo um representante da PT SGPS, maior acionista da Oi, Rafael Mora, a consolidação do setor no Brasil, que provavelmente vai envolver Oi e TIM, atrasou mas deve ir adiante em 2016.

O executivo, que é membro do conselho da Portugal Telecom e da Oi, afirmou que mudanças na estrutura acionária da TIM, que devem ser concluídas no final de junho, retardaram o processo de consolidação.   Continuação...