Dólar cai 0,4% ante o real com mercado procurando nível de equilíbrio

terça-feira, 5 de maio de 2015 17:46 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda ante o real nesta terça-feira, mas longe das mínimas da sessão, à medida que investidores buscam um nível de equilíbrio para a moeda após quatro sessões de avanço que vieram na sequência de semanas de quedas.

A moeda norte-americana caiu 0,39 por cento, a 3,0687 reais na venda, após atingir 3,0925 reais na máxima e 3,0422 reais na mínima da sessão. Nas quatro sessões anteriores, o dólar acumulou alta de 5,44 por cento. Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro ficou em torno de 1,5 bilhão de dólares.

A divisa dos Estados Unidos também recuava em relação a outras moedas emergentes importantes, o que corroborava o alívio no mercado doméstico.

"Em termos de fundamento, o dólar deveria oscilar um pouco acima de 3 reais, mas a volatilidade está muito alta. O mercado está procurando um nível para se assentar", destacou o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

O banco BNP Paribas, em relatório, ressaltou que a volatilidade cambial segue alta no Brasil, mas a tendência é que diminua.

O modelo cambial do banco estimou o nível justo do câmbio em 3,016 reais, com base em indicadores econômicos, no balanço de pagamentos e nos termos de troca. Considerando os níveis atuais do dólar, o BNP Paribas não fez recomendações para posições cambiais.

De maneira geral, operadores concordam que o câmbio será guiado nas próximas semanas pelas perspectivas em relação ao ajuste fiscal no Brasil e às políticas monetárias brasileira e norte-americana. Na quinta-feira será divulgada a ata da reunião do Copom da semana passada, que pode trazer luz sobre o futuro da taxa Selic, enquanto o relatório de emprego nos Estados Unidos --importante dado para balizar apostas sobre o início do aperto monetário nos EUA- será conhecido na sexta-feira.

"Se os dados dos EUA vierem bons, o mercado vai voltar a colocar na conta uma alta de juros daqui a pouco, e aí vem mais uma onda de pressão sobre o dólar", disse o superintendente de câmbio de uma gestora de recursos nacional.   Continuação...