Rumo ALL não espera forte queda de custos e gastos no 2o trimestre por fusão

terça-feira, 12 de maio de 2015 12:38 BRT
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - A empresa de logística Rumo ALL disse que não se deve esperar para o trimestre atual uma redução expressiva de custos e gastos decorrente da integração dos negócios da Rumo Logística e da ALL em 1o de abril, após os primeiros números consolidados das companhias mostrarem prejuízo de janeiro a março.

"Temos iniciativas com relação à integração dos negócios e estamos buscando toda e qualquer oportunidade de otimização das estruturas e redução de gastos e custos. Mas nesse trimestre, não se deve esperar algo significativo nesse sentido", disse o diretor-financeiro da Rumo ALL, José Cezário Sobrinho, em teleconferência com analistas e investidores.

Ele disse que os procedimentos de integração estão em andamento, mas que não deve haver "nenhuma ruptura" de processos.

Além disso, os novos protestos de caminhoneiros ocorridos em abril vão gerar impacto nos resultados da companhia no segundo trimestre, embora não tão grande quanto os de fevereiro, afirmaram executivos na teleconferência. Assim, Cezário disse estar confiante que a operação está indo de acordo como o planejado em termos da meta para este ano.

Na manhã desta terça-feira, com a divulgação dos últimos resultados trimestrais da ALL separados dos da Rumo, a companhia indicou quais seriam os números do resultado integrado no mesmo período, para melhor entendimento do negócio.

Combinadas, as companhias tiveram prejuízo líquido de 226,2 milhões de reais de janeiro a março, sendo perda de 229 milhões de reais correspondente à ALL e ganho de 8 milhões de reais à Rumo. Também houve variação negativa de 5,2 milhões de reais referente a ajustes e eliminações.

Isso se compara a lucro líquido combinado de 27,7 milhões de reais no primeiro trimestre de 2014.

Os resultados individuais da ALL mostraram queda de 4,2 por cento do volume transportado total das operações ferroviárias, devido à base de comparação mais forte no primeiro trimestre de 2014 e ao impacto da greve dos caminhoneiros.   Continuação...