Lucro recorrente do BB cresce 24,2% no 1º tri com receitas com juros e tesouraria; provisões sobem

quinta-feira, 14 de maio de 2015 09:56 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil teve alta anual de 24,2 por cento do lucro recorrente do primeiro trimestre, com maiores receitas com juros e tesouraria e controle de despesas compensando provisões maiores para perdas com calotes.

De janeiro a março, o lucro da maior instituição financeira do país em ativos excluindo efeitos extraordinários somou 3,025 bilhões de reais, em linha com a previsão média de analistas de 3,033 bilhões de reais, segundo pesquisa Reuters.

Incluindo o ganho extra de 3,2 bilhões de reais da parceria com a Cielo, anunciada em novembro, o lucro líquido foi de 5,818 bilhões de reais, mais que o dobro de igual período de 2014.

No fim de março, o estoque de crédito do BB somava 776,9 bilhões de reais pelo conceito ampliado, aumento de 11,1 por cento em 12 meses, com destaque para as linhas imobiliária e de grandes empresas e também influenciada pela carteira no exterior, incrementada pela valorização do dólar contra o real. Na comparação com dezembro, a alta foi de 2,1 por cento.

O agronegócio, normalmente um destaque positivo, desta vez mostrou avanço de apenas 9 por cento em 12 meses, abaixo da meta de 10 a 14 por cento para o ano.

A previsão do BB para expansão dos financiamentos em 2015 no Brasil é de 7 a 11 por cento. Nesta comparação, a carteira cresceu 9,5 por cento.

O índice de inadimplência, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, atingiu 2,05 por cento, ante 1,97 por cento do trimestre anterior e 2,16 por cento um ano antes.

As despesas do banco com provisões para perdas com calotes somaram 5,999 bilhões de reais entre janeiro e março, um salto de 43,3 por cento sobre o primeiro trimestre de 2014. Bradesco e Itaú Unibanco, provisionaram 25,1 e 30 por cento mais que um ano antes, respectivamente.

O BB também viu seus índices antecedentes de inadimplência, de 15 a 90 dias, subirem nas comparações sequencial e anual.   Continuação...

 
15/12/2014. REUTERS/Pilar Olivares