Aneel aprova edital de leilão de energia de reserva para termelétricas movidas a gás

quinta-feira, 14 de maio de 2015 12:39 BRT
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quinta-feira o edital do leilão de energia de reserva para novas usinas termelétricas movidas a gás natural e estabeleceu preço-teto de 581 reais por megawatt-hora (MWh) para a disputa.

O leilão foi marcado para 15 de junho. Originalmente, o certame estava previsto para ocorrer em 29 de maio, mas a Aneel decidiu adiar uma vez que o edital foi votado apenas nesta quinta-feira e o prazo mínimo entre a publicação do documento e a realização do leilão é de 30 dias.

Os contratos preveem início da entrega de energia em janeiro de 2016, ao longo de 20 anos.

Segundo uma fonte do governo, já há quatro empreendimentos cadastrados para o leilão, todas térmicas movidas a Gás Natural Liquefeito (GNL).

O diretor da Aneel José Jurhosa, relator do processo, disse que o preço-teto ficou acima do de outros leilões porque, neste caso, diferentemente de outros contratos, as termelétricas que vencerem serão obrigadas a gerar durante oito horas por dia e o preço já inclui a remuneração completa das plantas.

Isso envolve tanto a remuneração fixa, quando elas não estão gerando, quanto o pagamento pelo combustível quando elas estão acionadas.

"Nos outros casos, quando você gera você precisa pagar o combustível e o preço fica maior do que esse", disse Jurhosa a jornalistas, após reunião da agência para aprovar o edital.

As usinas que vencerem o leilão terão de se conectar às redes dos submercados Sudeste e Centro-Oeste do país, o que torna este um leilão regional, segundo Jurhosa.

Ele destacou que o certame ajudará a garantir a segurança energética do país, ainda mais levando em conta que as usinas entrarão em funcionamento no início do ano, ajudando a poupar água nos reservatórios das hidrelétricas em um momento em que houve aumento do consumo devido ao calor.

 
Linhas de transmissão de energia sobre fazenda de café em Santo Antônio do Jardim. 06/02/2014  REUTERS/Paulo Whitaker