BB desagrada com balanço do 1º tri e ações caem mais de 4%

quinta-feira, 14 de maio de 2015 16:17 BRT
 

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O lucro excepcionalmente forte do Banco do Brasil no primeiro trimestre não foi suficiente para amenizar temores do mercado com a qualidade da carteira e a baixa rentabilidade do banco, cujas ações caíam forte na Bovespa nesta quinta-feira.

Combinados, o leve aumento do índice da inadimplência, a reclassificação da qualidade da carteira para níveis mais fracos e um forte aumento das provisões para calotes davam a tônica dos comentários de analistas sobre o balanço divulgado pela manhã.

Executivos do BB minimizaram a piora no perfil de crédito, afirmando que os índices de inadimplência devem se manter nos níveis atuais ao longo de 2015, apesar do recessão do país e do aumento do desemprego.

"Tivemos um pequeno aumento no começo do ano, mas isso é sazonal", disse a jornalistas o vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores, José Maurício Coelho.

O índice de calotes do BB com mais de 90 dias passou de 1,97 para 2,05 por cento na base sequencial. As provisões para perdas esperadas com inadimplência deram um salto 43,3 por cento na comparação com igual período do ano passado.

Em relatório, o analista do Itaú BBA, Thiago Batista, a alta das provisões ofuscou o ganho com aumento das margens do BB nas operações de crédito. Ele ressaltou que as ações do banco haviam subido cerca de 13 por cento nos últimos 30 dias.

Assim, a queda de mais de 4 por cento das ações nesta quinta-feira poderia refletir também movimentos pontuais de realização de lucro.

Também em relatório, Bruno Chemmer, do Bradesco BBI, apontou para a alta dos indicadores antecedentes de inadimplência, de 15 a 90 dias, acima dos níveis do começo de 2014, o que esvaziaria em parte a explicação de que a variação foi apenas sazonal.   Continuação...

 
Agência do Banco do BRasil no Rio de Janeiro. 15/12/2014 REUTERS/Pilar Olivares