Diretor do BC reforça convergência da inflação para meta no fim de 2016

sexta-feira, 15 de maio de 2015 16:50 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O diretor de Política Econômica do Banco Central, Luiz Awazu Pereira da Silva, disse nesta sexta-feira que o cenário de convergência da inflação para a meta no fim de 2016 tem se fortalecido, mas ressaltou que ainda há um quadro desafiador do lado da confiança na economia.

Ao participar da divulgação do Boletim Regional do BC em São Paulo, Awazu destacou que já é possível observar alguns sinais de moderação nos preços livres, apontando por outro lado que os avanços alcançados no combate à inflação até o momento ainda não se mostraram suficientes.

"Nesse contexto, o Copom reafirma que a política monetária deve manter-se vigilante", disse, repetindo as palavras usadas pelo BC na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, que levou o mercado a apostar na continuidade do aperto monetário após o BC elevar a Selic em 0,5 ponto percentual, a 13,25 por cento ao ano.

Diante da sinalização do BC, economistas de instituições financeiras reduziram a expectativa para a inflação no fim de 2016, para 5,51 por cento, ante projeção de 5,60 por cento na semana anterior, de acordo com o relatório Focus.

Para este ano, em contrapartida, a estimativa para o IPCA foi ajustada para cima, a 8,29 por cento contra 8,26 por cento, num momento em que o avanço de preços na economia segue influenciado pelo ajuste de preços administrados e pela valorização do dólar.

"Houve um impacto desse ajuste de preços relativos sobre o IPCA, nomeadamente o IPCA de preços administrados, e temos observado já algum efeito de redução ... de moderação a nível de preços livres" afirmou Awazu na sexta-feira.

A inflação mensal ficou pela primeira vez no ano abaixo de 1 por cento em abril, mas chegou a 8,17 por cento em 12 meses, bem acima da meta de 4,5 por cento com margem de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Awazu pontuou que 2015 é ano de transição, com perspectivas de baixo crescimento econômico.

"Haverá processo de melhora da confiança na segunda metade de 2015", acrescentou.

(Por Bruno Federowski)