Entidades de ensino superior apresentarão propostas ao MEC para novo modelo de Fies

sexta-feira, 15 de maio de 2015 17:22 BRT
 

Por Juliana Schincariol

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As entidades do setor de educação privada vão apresentar propostas ao governo federal para um novo modelo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), incluindo critérios como atrelar a taxa de juros dos empréstimos à Selic e incentivo a cursos tecnológicos.

O Semesp, sindicato das instituições privadas de ensino superior, deve apresentar suas propostas ao MEC nos próximos dias, disse nesta sexta-feira a jornalistas o diretor-executivo da instituição, Rodrigo Capelato, durante o Congresso Brasileiro de Educação Superior Particular.

Os preparativos para apresentação da proposta acontecem em um momento em que o setor de educação privada não tem certeza de que o governo federal fará uma nova edição do Fies para o segundo semestre de 2015 ou mesmo em 2016, conforme declarações do ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. O ministro afirmou na quinta-feira que a definição sobre uma nova etapa do Fies este ano deve ser tomada nas próximas duas a três semanas.

A proposta do Semesp prevê a criação de um portal para que o aluno possa comparar critérios como preço da mensalidade, indicadores de qualidade, taxa de trajetória do curso (capacidade de formar seus alunos), satisfação dos estudantes e empregabilidade - mensurada ou auditada por um instituto credenciado pelo MEC.

O MEC já havia afirmado que pretendia realizar a criação de uma plataforma digital para reunir as vagas de ensino superior que poderiam ser pagas com o Fies, ainda no breve mandato de Cid Gomes na pasta.

Da mesma forma, a concessão do financiamento aos estudantes deveria ser baseada nestes critérios, na visão de Capelato, que também defende que o critério de adesão ao Fies por nota deveria ser baseada em um intervalo, com uma faixa de classificação menor para cursos que formam tecnólogos, por exemplo.

Ao mudar as regras de adesão ao Fies no final do ano passado, o MEC determinou uma nota mínima de 450 pontos no Enem, independente do curso ou faculdade, para os alunos se candidatarem ao Fies.

“A gente precisa voltar a valorizar os cursos tecnólogos. O Fies matou o tecnólogo”, disse Capelato. A previsão da Semesp é do que cerca de 1 milhão de alunos tiveram nota entre 400 e 450 pontos no Enem de 2014.   Continuação...