Dólar cai mais de 1%, a R$3,0035, por otimismo fiscal e alívio com Fed

quarta-feira, 20 de maio de 2015 17:29 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuou mais de 1 por cento nesta quarta-feira, após o Congresso Nacional dar mais um passo na aprovação das medidas de ajuste fiscal e a ata da última reunião do Federal Reserve reforçar as apostas do mercado de que o aperto monetário nos Estados Unidos não deve iniciar em junho.

A moeda norte-americana fechou em queda de 1,24 por cento, a 3,0035 reais na venda, após atingir 2,9976 reais na mínima da sessão. Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro ficou em torno de 983 milhões de dólares.

A Câmara dos Deputados aprovou na véspera o texto-base da medida provisória 668, que eleva as alíquotas de PIS e Cofins para produtos importados. Outros destaques da MP devem ser analisados nesta quarta-feira. Somente após a análise da emendas, a matéria será encaminhada para apreciação do Senado Federal.

"Ainda parece haver apoio suficiente dos parlamentares, que combinado com o comprometimento sério da equipe econômica... assegura que o ajuste fiscal continue neste ano", escreveu em nota a clientes Siobhan Morden, estrategista-chefe para a América Latina no grupo financeiro Jefferies LLC.

Investidores têm recebido bem as medidas de ajuste das contas públicas propostas pelo governo, em meio ao quadro de inflação elevada e contração econômica.

Na maior parte do dia, no entanto, investidores relutaram em trazer o dólar muito para baixo, com medo de a ata da última reunião do Federal Reserve, divulgada à tarde, contrariar as expectativas do mercado e sugerir que a alta dos juros poderia vir em breve.

O documento, no entanto, mostrou que muitas autoridades veem chances pequenas de o aperto monetário ter início em junho, sem trazer grandes novidades.

"O Fomc não trouxe alterações no discurso, o que só aumentou a coragem para vender (dólares)", afirmou o especialista em câmbio da corretora Icap, Italo Abucater.Números mistos sobre a economia dos EUA têm levantado dúvidas sobre quando terá início o aperto monetário na maior economia do mundo, que pode atrair para lá recursos atualmente aplicados em outros mercados.   Continuação...