HSBC confirma que pode vender unidade brasileira

sexta-feira, 22 de maio de 2015 08:31 BRT
 

HONG KONG/LONDRES (Reuters) - O banco HSBC está explorando a possibilidade de vender sua unidade brasileira após demonstrações de interesse no negócio terem aumentado e o Santander Brasil ter dito que consideraria a compra.

O HSBC disse nesta sexta-feira que está "explorando várias opções estratégicas", incluindo a venda de suas operações brasileiras. Nenhuma decisão sobre uma transação foi tomada até agora, disse o banco em um curto comunicado.

O presidente-executivo do Santander Brasil, Jesus Zabalza, disse nesta semana que estava estudando os termos de compra, apesar de ter declarado que pretendia saber mais detalhes antes de tomar uma decisão.

O presidente-executivo do HSBC, Stuart Gulliver, disse em fevereiro que os quatro negócios problemáticos da instituição financeira --Brasil, México, Turquia e Estados Unidos-- precisavam melhorar ou serem vendidos.

O banco iniciou processos de venda no Brasil e na Turquia, mas os negócios nos EUA e no México devem ser mantidos, disseram fontes.

O HSBC deve selecionar um comprador preferencial para sua unidade brasileira a partir do mês que vem, segundo informou a Reuters em 13 de maio.

As ofertas pela unidade podem não ultrapassar seu valor contábil, estimado em cerca de 3,3 bilhões de dólares, disseram fontes.

Além do Santander Brasil, também houve interesse de Bradesco, do BTG Pactual, do canadense Bank of Nova Scotia e do chinês ICBC, disseram fontes.

As unidades brasileira e turca são grandes negócios, mas não estão entre os cinco principais bancos nem no Brasil nem na Turquia. O HSBC teve prejuízo de 247 milhões de dólares no Brasil e de 64 milhões de dólares na Turquia no ano passado, uma vez que as perdas com as unidades de varejo ofuscaram os lucros com seus bancos de investimentos nos dois países.

Gulliver deve dar mais detalhes sobre potenciais vendas em 9 de junho, como parte de sua tentativa de reduzir custos e simplificar o banco para melhorar a rentabilidade e evitar problemas de compliance.

(Por Lawrence White em Hong Kong e Steve Slater em Londres)

 
Logo do HSBC visto em filial.    09/05/2015    REUTERS/Gonzalo Fuentes