Tombini diz que alta nos juros é remédio necessário no momento

terça-feira, 26 de maio de 2015 18:37 BRT
 

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, avaliou nesta terça-feira que o aperto monetário é remédio que infelizmente tem que ser aplicado neste momento, reafirmando que os avanços no combate à inflação ainda não se mostraram suficientes, motivo pelo qual o BC se manterá vigilante.

Questionado em audiência da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso sobre quais seriam suas três maiores preocupações atuais, ele respondeu "inflação, inflação e estabilidade financeira".

A respeito da liberação do compulsório da poupança para ajudar a construção civil, ele afirmou que o BC está estudando o assunto e que este é um setor importante, mas ressalvou que, nesse sentido, não deve haver contradição entre políticas adotadas pela instituição no combate à inflação.

Tombini reforçou ser imprescindível que a política monetária se mantenha vigilante, em sintonia com o conjunto da política macroeconômica, para assegurar a convergência da inflação para a meta de 4,5 por cento em dezembro de 2016.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC elevou a Selic em 0,5 ponto percentual, a 13,25 por cento ao ano, patamar mais alto desde dezembro de 2008.

Tombini repetiu que cabe ao BC a tarefa de conter os efeitos de segunda ordem decorrentes dos ajustes de preços relativos que vêm impactando a inflação. Em 12 meses até abril, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 8,17 por cento, maior nível em mais de 11 anos.

Economistas de instituições financeiras projetam, segundo a mais recente pesquisa Focus do Banco Central, IPCA a 8,37 por cento no fim de 2015.

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