Contração piora em maio e indústria corta vagas no ritmo mais forte em quase 6 anos, mostra PMI

segunda-feira, 1 de junho de 2015 13:18 BRT
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A contração da indústria do Brasil se intensificou em maio diante de novas quedas acentuadas na produção e no volume de novos pedidos, levando a cortes de empregos pela taxa mais rápida em quase seis anos, de acordo com o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta segunda-feira.

O PMI apurado pelo Markit caiu a 45,9 em maio ante 46,0 no mês anterior, no quarto mês seguido de deterioração nas condições de setor e abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.

Com a leitura do mês passado, o indicador permanece no nível mais baixo desde setembro de 2011, com os entrevistados citando condições econômicos difíceis.

"As últimas leituras sugerem que a contração continua severa... O consumo doméstico parece estar sofrendo com o acesso restrito ao crédito, com a extensão pelo Banco Central de seu ciclo de aperto em abril como parte dos esforços para conter a inflação", avaliou a economista do Markit Pollyanna De Lima.

"Dado o desemprego resistente, a contínua fraqueza da economia doméstica deve continuar."

De acordo com o Markit, a contração no volume de produção em maio está entre as mais acentuadas em quatro anos e deriva da quarta redução mensal na entrada de novos negócios.

Todas as três principais áreas do setor industrial registraram redução na produção, com destaque para a de bens de consumo.

"Os entrevistados indicaram que a demanda foi restringida por taxas de inflação fortes e por uma economia cada vez mais frágil", apontou o Markit, destacando que o volume de novos negócios do exterior também caiu.   Continuação...

 
Funcionário carrega porta de um carro da Ford na fábrica da companhia, em São Bernardo do Campo. 13/08/2013 REUTERS/Nacho Doce