DeVry Education busca aquisições no Sudeste e vê chance de compras mais baratas

segunda-feira, 1 de junho de 2015 13:27 BRT
 

Por Juliana Schincariol

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A DeVry Brasil, subsidiária da norte-americana DeVry Education Group, busca aquisições no Sudeste do Brasil e vê chance de operações mais baratas devido ao cenário econômico e incertezas em relação ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

"Quando você faz um modelo de 'valuation', a incerteza aumenta, a taxa de desconto exigida também aumenta e o preço acaba caindo. No nosso caso, algumas das propostas que a gente fez este ano estão até 20 por cento menores do que no ano passado", disse à Reuters o presidente da DeVry Brasil, Carlos Degas Filgueiras.

A empresa fez oito aquisições no Brasil em seis anos e iniciou as operações no Sudeste com a compra em dezembro passado da Damásio Educacional, sediada em São Paulo e especializada no ensino de Direito.

Com mais de 50 mil alunos, a Damásio quase a dobrou a base da DeVry no Brasil para 90 mil estudantes e permitiu a diversificação das atividades do grupo norte-americano no país. O valor do negócio não foi divulgado.

A DeVry iniciou as operações no Brasil com a compra de participação na Fanor, em Fortaleza, em 2009. Somente no ano passado, além da Damásio, foram compradas a Faculdade Ideal (Faci), em Belém, e a Faculdade Martha Falcão (FMF), em Manaus.

Filgueiras comentou que a DeVry segue interessada em outras instituições do Sudeste. Segundo ele, o cenário se mostra favorável a grupos consolidadores, com entidades de ensino sólidas e de renome no mercado cobrando o mesmo preço que se pagaria um ano antes.

A maioria das operações que a DeVry comprou no Brasil tinham em média 3 mil alunos. Segundo o presidente da companhia, o foco está em instituições com potencial para expansão e que sejam reconhecidas pela qualidade de ensino.

Com a Damásio, que oferece cursos voltados para a área de Direito além da graduação, como preparação para exames e pós graduação, a Devry passou a ter 250 polos de ensino a distância no Brasil. A empresa agora aguarda autorização do Ministério da Educação para o início de cursos em outras áreas, mas o início das operações deve ficar para 2016.   Continuação...