Brasil tem melhor superávit comercial para maio em 3 anos, por queda nas importações

segunda-feira, 1 de junho de 2015 15:48 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A balança comercial brasileira registrou superávit de 2,761 bilhões de dólares em maio, no terceiro mês consecutivo de saldo positivo e na melhor marca para o mês de maio em três anos, conforme divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O resultado foi diretamente afetado pelo recuo nas importações e veio acima da expectativa de 15 analistas para o mês, com a mediana das projeções apontando superávit de 2,4 bilhões de dólares para o período.

Enquanto as exportações somaram 16,769 bilhões de dólares, queda de 15,2 por cento sobre um ano antes pela média diária das operações, as importações alcançaram 14,008 bilhões de dólares, recuo de 26,6 por cento.

Mantendo a dinâmica vista nos dois meses anteriores, o saldo positivo em maio foi atingido, portanto, com um declínio mais acentuado das importações que o sofrido pelas exportações, em meio à desaceleração da atividade econômica em um ano de ajustes.

No primeiro trimestre, a economia brasileira encolheu 0,2 por cento ante os últimos três meses do ano passado com o consumo das famílias caindo 1,5 por cento na mesma base de comparação - maior recuo desde o último trimestre de 2008, período de crise global.

ACUMULADO DO ANO

O resultado positivo de maio, o melhor para o mês desde 2012, ajudou a diminuir o déficit da balança no acumulado do ano a 2,305 bilhões de dólares, inferior ao saldo negativo de 4,860 bilhões de dólares de igual período do ano passado. Foi também o melhor desempenho para o período desde 2012, quando houve superávit de 6,257 bilhões de dólares.

No consolidado do mês, as exportações seguiram afetadas pelo declínio no preço de importantes commodities para a pauta comercial brasileira. As exportações de básicos sofreram retração de 20,8 por cento ante maio de 2014, com destaque para o declínio do minério de ferro (-62,3 por cento), petróleo em bruto (-15,9 por cento) e farelo de soja (-10,6 por cento).   Continuação...