Brasil terá desafios para vender áreas de petróleo após queda nos preços, diz ANP

terça-feira, 2 de junho de 2015 13:47 BRT
 

Por Vladimir Soldatkin

LONDRES (Reuters) - Os preços do petróleo mais baixos apresentam um grande desafio para os planos brasileiros de vender dezenas de campos de petróleo e gás, afirmou nesta terça-feira a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, ao explicar durante roadshow que o país foi forçado a "ajustar todos os cálculos" da licitação, prevista para o final do ano.

A indústria petrolífera brasileira tem sofrido com os níveis de produção erráticos, regulação difícil e um grande escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras.

A rodada de licitação, prevista para 7 de outubro, oferecerá 269 blocos em 22 setores de 10 bacias sedimentares. Mas as autoridades brasileiras, que buscam duplicar a produção e as exportações de petróleo nacional até 2025, reconheceram que o leilão pode não ir tão bem quanto haviam previsto há um ano.

"As empresas estão nos dizendo que elas estão conservadores por causa do nível atual dos preços do petróleo... De agosto a fevereiro, os preços do petróleo caíram de 110 dólares por barril para 48 dólares. E essa é a diferença real para toda a indústria do petróleo", disse Chambriard a jornalistas, após a apresentação da 13ª Rodada de Licitações, em Londres.

"Isso foi algo que nos fez ajustar todos os cálculos relativos a esta rodada de licitações que estavam prontos em 2014."

Ela não especificou o que a agência foi forçada a ajustar.

Em 2013, a ANP realizou três leilões em um único ano, incluindo a concorrência que ofertou o prospecto gigante de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, que foi arrematado por um consórcio liderado pela Petrobras com a francesa Total, a anglo-holandesa Shell e duas companhias estatais de petróleo chinesas.

"É claro, fazendo uma rodada de licitação (agora), você não pode esperar o mesmo tipo de resultados."   Continuação...