Alguns membros do governo veem espaço para fim do aperto nos juros, dizem fontes

terça-feira, 2 de junho de 2015 19:04 BRT
 

Por Luciana Otoni e Alonso Soto

BRASÍLIA (Reuters) - Alguns membros da equipe econômica da presidente Dilma Rousseff acreditam que perspectivas de uma inflação mais controlada devem levar o Banco Central a reduzir o ritmo da subida dos juros ou mesmo interromper o aperto monetário a partir da reunião de julho do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira, disseram à Reuters duas fontes do governo.

A expectativa do mercado, de maneira geral, é de um aumento de 0,50 ponto percentual na taxa Selic pela quinta vez seguida, a 13,75 por cento ao ano, elevando os custos de empréstimos para o maior patamar em seis anos e bem acima das taxas vistas em outras grandes economias.

    Embora o agressivo ritmo do aperto nos juros iniciado em outubro seja parte fundamental da estratégia do governo para recuperar a confiança dos investidores, alguns membros da equipe econômica fora do Banco Central estão preocupados com a possibilidade do aperto aprofundar o que deve ser a pior recessão do país em 25 anos.

"O dever de casa foi feito, não é necessário que o Banco Central seja tão duro", afirmou uma fonte próxima à equipe econômica que pediu anonimato.

"Os indicadores mostram que a política monetária está tendo resultados", completou ele.

    Outro alto funcionário de fora do BC disse esperar que os diretores do BC encerrem em breve o ciclo de aperto, que elevou a Selic em 2,25 pontos em seis meses.

O declínio continuado nas expectativas de longo prazo para a inflação deve convencê-los que é hora de parar, disse a fonte.     

O BC não quis comentar o assunto.        Continuação...