Credores da Grécia elaboram esboço de acordo para destravar resgate, Atenas resiste

terça-feira, 2 de junho de 2015 19:20 BRT
 

Por Jan Strupczewski e Renee Maltezou

BRUXELAS/ATENAS (Reuters) - Os credores da Grécia elaboraram nesta terça-feira as linhas gerais de um acordo para apresentar ao governo grego de esquerda, em uma tentativa de concluir quatro meses de negociações e liberar ajuda financeira antes que o país fique sem dinheiro.

O esforço conjunto da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional para apresentar os termos de um acordo de reformas em troca de dinheiro veio após os líderes da Alemanha e da França terem conversas de emergência com essas instituições, em Berlim, na noite de segunda-feira, para pressionar os credores a acertarem suas próprias diferenças e encontrarem uma solução.

"(O esboço) cobre todas as áreas importantes e reflete as discussões das semanas recentes. Ele será discutido com (o primeiro-ministro da Grécia, Alexis) Tsipras amanhã", disse uma autoridade sênior da UE.

Outra autoridade disse que a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, apresentariam o plano a Tsipras por telefone dentro de algumas horas para tentar garantir sua aceitação.

Uma autoridade do governo grego disse que Tsipras viajaria para Bruxelas na quarta-feira para uma reunião à noite com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, à noite, a pedido de Juncker.

"O primeiro-ministro estará em Bruxelas amanhã com a proposta grega na bagagem", disse a autoridade.

Tsipras, que prometeu não ceder a mais austeridade, tentou esvaziar uma oferta "pegar ou largar" de seus credores ao enviar o que ele chamou de uma proposta de reforma abrangente para Bruxelas na segunda-feira, antes que os credores pudessem completar a versão deles.

Autoridades da zona do euro consideraram o texto grego insuficiente e disseram que não estava formalmente sobre a mesa.

 
Premiê grego, Alexis Tsipras  (C), ao lado do Ministro da Cultura, Aristides Baltas (E) e do porta-voz do governo, Gabriel Sakellaridis (D), durante visita ao ministério 2/06/ 2015.   REUTERS/Alkis Konstantinidis