OCDE reduz projeção de crescimento global em 2015, piora previsão para o Brasil

quarta-feira, 3 de junho de 2015 10:02 BRT
 

PARIS (Reuters) - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cortou sua projeção para o crescimento econômico global neste ano e piorou a estimativa de contração do Brasil.

Ao mesmo tempo, a instituição diz esperar que os preços mais baixos do petróleo garantam uma recuperação global gradual, mesmo que os investimentos fracos continuem sendo uma preocupação.

O crescimento global continua sendo impulsionado por políticas bastante expansionistas de bancos centrais nas grandes economias desenvolvidas e em muitos lugares fora dos Estados Unidos por um dólar mais forte, o que torna as exportações de regiões com outras moedas relativamente mais baratas.

A OCDE reduziu sua estimativa de crescimento global em 2015 para 3,1 por cento, ante expansão de 3,7 por cento projetada em novembro.

A organização disse esperar um aumento no ritmo do crescimento global de Produto Interno Bruto (PIB) para 3,8 por cento em 2016, com a forte taxa de expansão do PIB da China dos últimos anos desacelerando para 6,8 por cento em 2015 e 6,7 por cento em 2016, ante 7,4 por cento no ano passado.

Em relação ao Brasil, a estimativa agora é de uma contração de 0,8 por cento este ano, contra queda de 0,5 por cento prevista anteriormente. Para 2016 a OCDE vê um crescimento de 1,1 por cento, contra 1,2 por cento antes.

O crescimento dos Estados Unidos, que desacelerou consideravelmente no começo de 2015, agora é estimado em 2,0 por cento para o ano, ligeiramente abaixo da taxa de 2,2 por cento do ano passado, antes de acelerar para 2,8 por cento em 2016.

Auxiliados pelo petróleo mais barato, as compras de ativos pelo Banco Central Europeu (BCE) e a alta na taxa de câmbio do dólar, os países da zona do euro devem registrar crescimento do PIB de 1,4 por cento neste e ano e de 2,1 por cento no ano que vem, segundo a OCDE.

Políticas monetárias ultra expansionistas de banco centrais têm ajudado as economias europeias e dos EUA, e também a do Japão, onde a expansão do PIB neste ano deve atingir 0,7 por cento, antes de subir a 1,4 por cento em 2016.

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(Reportagem de Brian Love)