3 de Junho de 2015 / às 19:40 / 2 anos atrás

Caixa lucra R$1,5 bi no 1º tri; inadimplência e provisões crescem

20/08/2014.Pilar Olivares

SÃO PAULO (Reuters) - O lucro da Caixa Econômica Federal ficou praticamente estável no primeiro trimestre, enquanto o crédito desacelerou e a qualidade da carteira de crédito atingiu o pior nível em seis anos.

O banco estatal informou nesta quarta-feira que seu lucro líquido de janeiro a março foi de 1,5 bilhão de reais, alta de 2,5 por cento sobre igual etapa do ano passado, mas queda de 16,7 por cento ante o trimestre imediatamente anterior.

O lucro teve como principal motor as operações de crédito. No fim de março, a carteira ampliada de empréstimos do banco controlado pela União somava 624,4 bilhões de reais, avanço de 20,1 por cento em 12 meses. O avanço percentual é quase o dobro da média obtida pelos rivais Bradesco, Itaú Unibanco e Banco do Brasil no mesmo período.

A Caixa prevê expansão de 14,5 a 18,5 por cento de sua carteira neste ano, já em nível bastante inferior ao registrado nos últimos anos, quando chegou a crescer cerca de 45 por cento.

Porém, o banco deve anunciar em até 20 dias uma meta menor de crescimento dos empréstimos para o ano, levando em conta o cenário da economia, segundo o vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival.

"Estamos fazendo uma nova reprogramação, considerando o impacto no mercado de crédito da mudança de cenário, com aumento do desemprego e juro maior", disse ele à Reuters.

Nesse sentido, a Caixa seguiu a tendência dos demais bancos de piora na qualidade da carteira. Seu índice de inadimplência acima de 90 dias bateu 2,86 por cento no trimestre, ante 2,63 por cento um ano antes, o pior resultado em seis anos.

"Esperamos que esse índice oscile na faixa de 2,5 a 3 por cento nos próximos trimestres", disse Percival.

De todo modo, as provisões para crédito de liquidação duvidosa dobraram no primeiro trimestre na comparação com um ano antes, para 5 bilhões de reais.

No primeiro trimestre, o retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio foi de 13,7 por cento, queda de 10 pontos percentuais sobre um ano antes e abaixo dos níveis de todos os principais concorrentes.

Segundo o executivo, o banco está confortável com a rentabilidade atual, que diminuiu devido à incorporação de instrumentos híbridos de capital ao patrimônio líquido.

HABITAÇÃO

Apesar de recentes medidas do governo federal para restringir o crédito habitacional, segmento do qual a Caixa é líder no país, o banco viu sua carteira imobiliária crescer 24,6 por cento em 12 meses até março, para 354,2 bilhões de reais.

O destaque no período foi o segmento de saneamento e infraestrutura, que disparou 51 por cento, para 60,1 bilhões de reais. Por outro lado, os empréstimos comerciais para empresas evoluíram apenas 0,7 por cento, para 95 bilhões de reais.

Reportagem adicional de Guillermo Parra-Bernal

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