Economia chinesa mostra pouca melhora em maio; investimento cai para mínima de 15 anos

quinta-feira, 11 de junho de 2015 09:08 BRT
 

Por Koh Gui Qing e Kevin Yao

PEQUIM (Reuters) - A cambaleante economia da China mostrou poucos sinais de melhora em maio, com a produção industrial se estabilizando mas o investimento crescendo a ritmo mais lento em quase 15 anos, indicando mais fraqueza a menos que Pequim aumente seus esforços de estímulos.

Uma série de dados desde produção de energia a vendas no varejo, divulgados nesta quinta-feira, não mostrou uma retomada convincente na segunda maior economia do mundo, apesar de três cortes de taxas de juros desde novembro.

Isso levou alguns analistas a preverem que o crescimento pode desacelerar ainda mais no segundo trimestre, após ter atingido mínimas de seis anos de 7 por cento no começo deste ano, e também aumentando as chances de que a China cortará os juros novamente já a partir deste mês.

"Os dados de atividade de hoje, somados aos números fracos de comércio exterior divulgados antes, sugerem que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) pode não atingir 7,0 por cento no segundo trimestre", disseram economistas do ANZ Bank em nota.

"Acreditamos que o Banco do Povo da China vai cortar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual neste mês."

O investimento em ativo fixo, um motor crucial da segunda maior economia do mundo, avançou 11,4 por cento nos cinco primeiros meses deste ano ante o mesmo período do ano anterior, contra expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 12 por cento, o mesmo que em abril.

A atividade industrial, em comparação, mostrou sinais de estabilização, mas continuou em níveis contidos. A produção industrial cresceu 6,1 por cento no mês passado em comparação com o mesmo período do ano anterior, ante expectativa de alta de 6 por cento e 5,9 por cento em abril.

As vendas no varejo avançaram 10,1 por cento em maio sobre o mesmo mês do ano passado, em linha com a expectativa e ante 10,0 por cento em abril.

(Reportagem de Koh Gui Qing)

 
Parlamento grego, em Atenas 9/6/2015 REUTERS/Alkis Konstantinidis