Consórcio com dono da Azul assumirá controle da TAP

quinta-feira, 11 de junho de 2015 15:38 BRT
 

LISBOA (Reuters) - O governo de Portugal anunciou nesta quinta-feira que escolheu o consórcio com o investidor David Neeleman, fundador da Azul Linhas Aéreas, no processo de privatização da companhia aérea estatal TAP.

O ministro português Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Luis Poiares Maduro, disse que o consórcio Gateway pagará imediatamente 10 milhões de euros a Lisboa e fará uma injeção em dinheiro 338 milhões de euros na TAP, além de assumir mais de 1 bilhão de euros em dívidas da empresa.

O consórcio Gateway é formado pela holding DGN de Neeleman e o presidente da empresa portuguesa Barraqueiro, Humberto Pedrosa. O grupo se comprometeu a adicionar 53 novos aviões à TAP e a manter Lisboa como principal centro de operações da companhia aérea.

O consórcio Sagef, do grupo do brasileiro-colombiano Germán Efromovich, também estava na etapa final do processo de privatização da TAP para negociações diretas com o governo português, mas foi superado pela Gateway.

O governo português reservou uma parcela de 61 por cento nesta etapa do processo de venda da TAP e o Estado tem uma opção de venda de outros 34 por cento dentro de dois anos. Os cinco por cento restantes ficaram com os funcionários da companhia.

Assim, além dos 10 milhões de euros iniciais a serem pagos a Lisboa, Portugal poderá receber até 140 milhões de euros daqui a dois anos pela venda da fatia remanescente na TAP, condicionados à uma operação no mercado de capitais.

Em comunicado, a Azul, terceira maior companhia aérea do Brasil, disse acreditar que a aquisição da TAP por seu fundador será uma "oportunidade muito boa para o Brasil", já que Portugal é a principal entrada dos brasileiros para a Europa e vice-versa, com cerca de 1,8 milhão de pessoas por mês viajando na rota. "A TAP é líder nesse mercado e fundamental para atender a essa demanda", acrescentou a Azul.

(Por Axel Bugge e Sérgio Gonçalves, em Lisboa; Reportagem adicional de Priscila Jordão, em São Paulo)

 
01/05/2015. REUTERS/Hugo Correia