Dólar chega a subir quase 2%, mas fecha em queda por entrada de recursos

quinta-feira, 11 de junho de 2015 17:14 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda ante o real nesta quinta-feira, diante de ingresso de recursos externos e expectativas de mais fluxos no futuro devido à avaliação de que a taxa de juros no Brasil deve subir mais do que o esperado.

Pesou também notícia veiculada pela Bloomberg, com uma fonte afirmando que as rolagens de swap do Banco Central não se baseavam em cotações do dólar, que levantou dúvidas sobre a estratégia de intervenções do BC.

O dólar recuou 0,28 por cento, a 3,1060 reais na venda. Na máxima do dia, a moeda norte-americana chegou a subir quase 2 por cento, a 3,1720 reais, depois de o BC reduzir a oferta de swaps cambiais no leilão desta sessão, sinalizando que deve rolar uma proporção menor dos contratos que vencem em julho.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,9 bilhão de dólares.

"Pela manhã, a sinalização foi de que as rolagens poderiam ser menores. À tarde, o noticiário apontou na direção oposta. O mercado acaba tendo que lidar com esse ruído", afirmou o economista-chefe do BESI, Jankiel Santos. "A única certeza é que os juros vão continuar subindo e deixando o país mais atraente".

O BC vendeu nesta sessão apenas 6,3 mil swaps, que equivalem a venda futura de dólares, contra os 7 mil que vinha ofertando diariamente neste mês. Se mantiver esse ritmo até o penúltimo pregão do mês, como de praxe, o BC rolará cerca de 74 por cento do lote para julho, correspondente a 8,742 bilhões de dólares.

No mês passado, o BC havia rolado cerca de 80 por cento do lote que venceu em junho.

O operador de um banco internacional avaliou que a redução da oferta de swaps deve fazer o mercado enxergar um piso na cotação de 3 reais. Ele ressaltou, ainda, que o BC tem condições para tomar essa decisão levando em conta a expectativa de ingresso de recursos no Brasil após a emissão do bônus de 100 anos da Petrobras abrir as portas para mais captações de empresas brasileiras e diante de expectativas de mais altas da Selic.   Continuação...