AES Tietê avalia entrada em leilões e aquisições em solar, térmica e eólica

sexta-feira, 12 de junho de 2015 13:33 BRT
 

Por Luciano Costa de Paula e Marcelo Teixeira

SÃO PAULO (Reuters) - A holding do setor elétrico AES Brasil avalia tanto a participação em leilões quanto aquisições de usinas de geração solar, térmica e eólica no país, em um esforço para ganhar espaço em segmentos de rápido crescimento, disse o presidente-executivo Britaldo Soares nesta sexta-feira.

A AES Brasil também avalia crescimento em geração solar por meio de novos projetos, uma vez que o setor oferece retorno mais elevado que o de hidrelétricas, afirmou Soares em entrevista à Reuters.

Quaisquer potenciais investimentos ou aquisições seriam feitos por meio da unidade de geração AES Tietê -- que recentemente anunciou uma reestruturação para dar à holding AES maior autonomia e agilidade de investimentos. Os negócios seriam realizados caso os preços estejam "atrativos", acrescentou o executivo.

No segmento solar, a empresa tem inscrito no próximo leilão, que será realizado em agosto, um projeto de 30 megawatts na área ocupada pela hidrelétrica Água Vermelha, no interior de São Paulo.

Já em termelétricas, a aposta da empresa é de que o governo deverá ser obrigado a realizar em breve um novo certame emergencial voltado somente à contratação de térmicas, além do já agendado para julho; nesse caso, a AES Tietê estaria apta a participar com um empreendimento a gás natural.

O movimento destaca os esforços de expansão da AES Brasil para crescer em segmentos de alto retorno como a geração, depois que os ativos de distribuição tiveram performance ruim nos últimos anos.

"A AES Tietê sempre foi uma empresa desalavancada, temos espaço para alavancar a companhia e nos financiar", apontou Soares.

No balanço do primeiro trimestre de 2015, a empresa acusou uma elevação de 0,5 para 1,9 vez na relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, atribuída pelo executivo aos efeitos da menor geração hidrelétrica causada pela seca.   Continuação...

 
Parque eólico na cidade de Osório, em foto de arquivo. 30/11/2007 REUTERS/Jamil Bittar