Distribuidoras da Eletrobras lideram necessidade de melhoria de indicadores

quarta-feira, 17 de junho de 2015 14:56 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - Empresas de distribuição do grupo Eletrobras são as que apresentam maior necessidade de melhorias para alcançar as metas estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para renovação das concessões, com destaque para a Celg, que precisa melhorar em mais de 60 por cento seus indicadores de qualidade.

Pelas regras colocadas em audiência pública pelo regulador, a Celg, que atende o Estado de Goiás, precisa reduzir a duração das interrupções (DEC) em 69 por cento e a frequência (FEC) destas em 64 por cento até 2020, segundo análise dos indicadores feita pela Reuters.

A Ceal, de Alagoas, tem que atingir índices 61 e 58 por cento menores no período, enquanto Cepisa (PI) e Eletroacre têm metas entre 27 e 45 por cento.

"Essa proposta de um controle mais rígido por parte do regulador vai beneficiar o processo de concentração das distribuidoras em favor dos grupos mais eficientes. E a Eletrobras, como tem prejuízos constantes e crônicos nessa área, está sendo induzida a vender esses ativos", disse o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ), Nivalde de Castro.

A holding estatal estuda se desfazer dos ativos de distribuição desde 2013, quando contratou o banco Santander para elaborar uma proposta de reestruturação desses negócios. Em maio deste ano, a Celg foi incluída no Plano Nacional de Desestatização e apontada como a primeira das concessionárias a ser colocada no mercado.

"A Celg será a primeira por ter uma posição geográfica estratégica. As empresas de distribuição que atuam em áreas de fronteira com a dela (contíguas a Goiás) devem ser as mais competitivas na disputa, porque existe uma economia de escala", afirmou Castro.

Além do grupo Eletrobras, outras estatais devem enfrentar desafios.

A CEB, responsável pelo fornecimento no Distrito Federal, precisa melhorar os indicadores em cerca de 50 por cento, enquanto a estatal gaúcha CEEE tem de reduzir a duração de interrupções em 63 por cento e a frequência em 54 por cento.   Continuação...