Grécia apresenta novo plano para evitar calote e credores veem alguma esperança

segunda-feira, 22 de junho de 2015 20:22 BRT
 

Por Renee Maltezou e Jan Strupczewski

BRUXELAS (Reuters) - A Grécia afastou-se do abismo nesta segunda-feira, quando apresentou novas propostas de reforma que os líderes da zona do euro receberam cautelosamente bem como uma possível base para um acordo nos próximos dias para evitar um calote.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que presidiu uma reunião de emergência de líderes do bloco de 19 nações, classificou as propostas gregas de "um passo positivo adiante".

Os mercados acionários europeus e os ativos gregos subiram com esperanças de um acordo de último minuto para aliviar uma crise que está ameaçando tirar a Grécia da zona do euro e enfraquecer as fundações de moeda única da União Europeia.

"Estou convencido de que chegaremos a um acordo final ao longo desta semana", disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em uma coletiva de imprensa à noite.

A chanceler alemã, Angela Merkel, cujo país é o maior credor grego, foi mais cautelosa. "Não posso dar nenhuma garantia de que isso vá acontecer", disse, sobre um acordo final. "Ainda há muito trabalho a ser feito."

As propostas gregas incluíram impostos mais altos e taxas para benefícios sociais, além de passos para conter aposentadorias antecipadas, mas não os cortes nominais de pensões e salários inicialmente buscado pelos credores. O primeiro-ministro esquerdista, Alexis Tsipras, eleito em janeiro sob a promessa de acabar com medidas de austeridade, também pareceu evitar aumento de impostos sobre valor agregado sobre eletricidade ou afrouxar as leis de proteção ao trabalho.

Tsipras disse que a bola estava novamente no campo dos credores e que eles deveriam fornecer um acordo que torne as enormes dívidas da Grécia acessíveis. "Estamos buscando uma solução abrangente e viável, que será seguida por um pacote de crescimento forte e que ao mesmo tempo torne a economia grega viável", afirmou ele a repórteres.

A Grécia precisa pagar 1,6 bilhão de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) até 30 de junho ou será declarada em default, potencialmente provocando uma corrida aos bancos e controles de capital.   Continuação...

 
Chanceler alemã Angela Merkel conversa com presidente francês Hollande em Bruxelas.    REUTERS/John Thys/Pool