Fundo de energia do Nordeste viabilizará 5,4 GW até 2037, diz ministro

terça-feira, 23 de junho de 2015 18:27 BRT
 

BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - O Fundo de Energia do Nordeste (FEN) deverá alavancar investimentos bilionários em empreendimentos de energia elétrica, viabilizando 5,4 gigawatts (GW) em novas usinas até 2037, previu nesta terça-feira o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

A afirmação foi feita durante conferência de imprensa sobre a Medida Provisória 677, publicada nesta terça-feira, que autorizou a Chesf, do Grupo Eletrobras, a liderar um fundo que terá caráter privado, cujo objetivo é garantir o atendimento à demanda por energia de grandes consumidores da região Nordeste.

Entre esses consumidores estão unidades industriais de Vale, Braskem, Dow, Ferbasa, Gerdau e Paranapanema.

Pelos cálculos do Ministério de Minas e Energia, o fundo deverá captar 2,5 bilhões de reais diretamente das empresas até 2037, mas tem potencial para, alavancado por financiamentos, chegar a até 13 bilhões de reais.

Considerando ainda investimentos dos sócios das futuras Sociedades de Propósito Específico (SPEs), que vão tocar os projetos de novas usinas, o montante total de investimentos envolvidos pode chegar a até 26 bilhões de reais, segundo o ministro de Minas e Energia.

"O fundo se associará em SPEs em que o capital privado terá de colocar 51 por cento. Portanto, 13 bilhões de reais é a capacidade que a Chesf terá no fundo alavancado para colocar nas SPEs, e nós teremos, por parte do empresariado, no mínimo 13 bilhões de reais mais um para compor as sociedades que irão investir em eólicas, termelétricas e até mesmo em hidrelétricas”, disse Braga.

RECURSOS

Para garantir os recursos para o FEN, a tarifa dos contratos da Chesf, que estava na casa dos 110 reais por megawatt-hora, será atualizada e majorada em 22,5 por cento a partir de 1º de julho de 2015.   Continuação...