Plano de Exportações prevê recursos mas não fixa meta para vendas externas

quarta-feira, 24 de junho de 2015 14:36 BRT
 

Por Luciana Otoni

BRASÍLIA (Reuters) - O Plano Nacional de Exportações divulgado pelo governo nesta quarta-feira prevê aumento de recursos para equalização de juros, garantias e pós-embarques nas operações de vendas de produtos brasileiros no exterior, mas não apresenta uma meta de desempenho para o resultado comercial do país.

O plano possui cinco diretrizes: acesso a mercados, promoção comercial, facilitação de comércio, financiamento e garantias e aperfeiçoamento de instrumentos e regimes tributários.

Entre as principais medidas, consta o aumento em cerca de 30 por cento dos recursos do Programa de Financiamento à Exportação, com a dotação prevista para 2015 de 1,5 bilhão de reais, ante 1,1 bilhão em 2014.

Nesta modalidade, o apoio às exportações se dá por meio da equalização da diferença dos juros das empresas brasileiras que vendem ao exterior em relação aos juros das empresas estrangeiras concorrentes, tornando os encargos financeiros equivalentes aos praticados no mercado internacional.

Também foram ampliados para 2,9 bilhões de dólares, ante 2 bilhões de dólares, os recursos do BNDES Exim para pós-embarque este ano. Além disso, foi elevado em 15 bilhões de dólares o limite para aprovação de novas operações do Fundo de Garantia às Exportações (FGE).

Durante apresentação do programa, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, falou que o atual cenário de desvalorização do real ante o dólar não basta para conferir competitividade aos produtos brasileiros no mercado internacional.

"Há um claro movimento de desvalorização cambial", disse o ministro. "Essa desvalorização cambial representa uma oportunidade, mas não é suficiente", acrescentou.

Nos primeiros cinco meses do ano, as exportações brasileiras caíram 16 por cento em relação a igual período de 2014, mesmo com o dólar em alta de quase 20 por cento no período.   Continuação...

 
Contêineres em um terminal do porto de Santos. 06/04/2015 REUTERS/Paulo Whitaker